<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068</id><updated>2011-08-17T19:06:59.569-03:00</updated><title type='text'>Poética em Prosa</title><subtitle type='html'>Ruídos. A essência do som está no silêncio. Pensamentos sonoros para teses ordinariamente mudas.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>81</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-3564713959345171552</id><published>2011-08-17T19:00:00.002-03:00</published><updated>2011-08-17T19:06:59.581-03:00</updated><title type='text'>Naquela mesa</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;“E nos era tanto brilho que mais que seu filho eu fiquei seu fã.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele acordava tarde, dormia também muito tarde. Resultado de anos virando noites,  fazendo emendas na revisão dos grandes jornais de São Paulo. Em alguns momentos, todos ao mesmo tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele tinha muitos livros, sua estante era, sob meu prisma infantil, muito maior do que qualquer muralha de contos de fadas. Ele sempre contava histórias, mas não me lembro de contos de fadas. E aqueles livros, ele lera todos, por isso eu achava que ele era a pessoa que mais sabia de tudo no mundo. E ele era.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje, a tal estante está no escritório da casa do meu irmão e me parece tão menor do que era na época em que escondia todos os segredos e a sabedoria dele. O crucifixo que ele carregava no pescoço também está com meu irmão, que carrega também seu nome, cujo significado-pequeno- traduz grandes homens.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele falava baixo e suas longas histórias sempre tinham uma importante lição com notas de ironia que poucos conseguiam captar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quanto aos livros daquela estante, nossa herança como ele dizia a mim e a meu irmão, seus netos e grandes amores, nos esforçamos para levá-los conosco em nossa mente como ele fazia, não é fácil e talvez seja uma tarefa apenas pra gênios como ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele não me conheceu adulta, não aqui, não de perto, e como me faltam seus conselhos. Como me falta mostrar a ele com as mãos trêmulas meus escritos e esperar sua opinião. Como me falta tê-lo sentado naquele lugar da mesa que era só dele, como me falta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com meu avô aprendi uma profissão, mais que isso, uma paixão. Descobri um universo onde me sinto inteira e segura, confortável. Meu avô me ensinou as palavras em toda sua essência de beleza e poder e hoje, a cada glória ou medo que me faz tremer como criança, só o que desejo é aquela conversa com ele que não teve tempo de acontecer, em que ele me diria pra onde devo seguir e eu acataria sem ressalvas. Apenas por saber sua grandeza.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A meu herói, meu professor, meu mestre, meu espelho.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-3564713959345171552?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/3564713959345171552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=3564713959345171552&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3564713959345171552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3564713959345171552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2011/08/naquela-mesa.html' title='Naquela mesa'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-7604868888552140352</id><published>2011-06-13T16:37:00.002-03:00</published><updated>2011-06-13T17:12:04.711-03:00</updated><title type='text'>Teoria cotidiana do caos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:11.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ascii-theme-font:minor-latin;mso-fareast-font-family: Calibri;mso-fareast-theme-font:minor-latin;mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-theme-font:minor-bidi; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;Então acontece o seguinte. Eu estou lá, levando minha vida, fazendo tudo da melhor forma que posso e feliz, bem feliz com meu mundinho cuidadosamente planejado quase, quase perfeito. Tudo vai muito bem, vejo o sucesso no trabalho, nas relações, enxergo meu amadurecimento em alguns aspectos e pontos que ainda preciso aperfeiçoar, as coisas vão acontecendo, coisas boas, meus sonhos tomando forma e eu acreditando. Até que, num átimo, o universo congela. Tudo fica sem movimento algum e a felicidade tranquila de ver tudo acontecendo é substituída por um tédio tenso, temperado pela sutil mania de perseguição que me é característica. Eu estou fazendo tudo errado. Aí, mais uma vez, surge a consciência de quem não deve nada e leva embora boa parte do desconforto. Mudo a ótica e consigo seguir em paz. Então os astros resolvem mais uma vez se manifestar e, todas as coisas boas e as relações em ordem dão lugar a crises e desapontamentos e raivas e desgastes desnecessários, tudo para de funcionar e, mais que isso, passa a funcionar mal. Mais uma vez, sou eu a grande vilã. Assim, tenho vontade apenas de sentar e chorar, ou dormir até que tudo se resolva, pois, devida àquela sensação de coração tranquilo, sei que vai se resolver. Entretanto agora, minhas falhas, ainda que menos graves, bem menos graves do que já foram um dia, vem à tona e me fazem pensar no caos que eu mesma estabeleci. O momento difícil é de responsabilidade inteiramente minha e nenhum aspecto diferente disso é contabilizado. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;São meus erros, minhas ingratidões, minha falta de sensibilidade ou crivo que construíram esse momento. Se tudo está ruim assim? Acho que não. Eu invento muito e também conservo uma megalomania crítica de mim mesma capaz de assustar os mais loucos. Pelo menos é só comigo. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-7604868888552140352?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/7604868888552140352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=7604868888552140352&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/7604868888552140352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/7604868888552140352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2011/06/teoria-cotidiana-do-caos.html' title='Teoria cotidiana do caos'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-1996475816610545203</id><published>2010-10-29T15:00:00.001-02:00</published><updated>2010-11-05T11:55:49.912-02:00</updated><title type='text'>As grandes mulheres</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Aprendi já adulta, já tendo encontrado 2 ou 3 cabelos brancos que, graças à genética, demoraram muito a aparecer e ainda são raríssimos, a apreciar e deleitar-me com grandes mulheres, aquelas que enchem nossos olhos e nossos corações de ternura e fé. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As grandes mulheres não são arquetípicas, pelo contrário, são comuns, camuflam-se na multidão, pois tem a grandeza de espírito de manterem-se anônimas para não constranger mulheres simplesmente ordinárias, mas as grandes mulheres são poucas e, às vezes, se encontram e surgem flores ou faíscas, mas algo sempre acontece como num encontro de titãs. As grandes mulheres se reconhecem e, mais ou menos hora, reúnem-se em um clã misterioso. As grandes mulheres tomam chá.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Grandes mulheres são gigantes e fortes, quando delgadas, são fortalezas delgadas, belas e doces cerejeiras que resistem a intempéries e alimentam, outras são cedros, mas de almas delgadas, talvez seja essa a idiossincrasia das grandes mulheres, dentro delas habita a dualidade de ser pedra e onda, fogo e terra, de ser céu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sempre fui cercada por grandes mulheres, queria ter dito isso desde cedo a minhas primeiras grandes mulheres, quando as tinha todas reunidas à mesa da cozinha. Eu não era grande, era pequena, e não conseguia ver sua magnitude, não tinha altura e sempre foi mais simples enxergar os grandes homens que tinha à minha volta, grandes eles também, mesmo, porém não volatizavam como as grandes mulheres que lá estavam, que se faziam pequenas e frágeis para ocupar o lugar que os grandes homens construíram para elas, entretanto, esses lugares serviam por tempo determinado, como Alice elas voltavam a crescer e não cabiam mais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nasci e fui criada por uma grande mulher e sei que ela continua me criando, cada dia de saudade ou de encontro faz-me pensar e me alimenta. Grandes mulheres tem seus papéis, são belas bruxas cada uma com sua missão. A grande mulher que me deu o mundo é gigantesca sendo mãe. Ela cuida e briga com o mundo por sua cria, tenham eles 2 anos e usem gorro na praia, 17 e acreditem que o mundo é uma farsa, ou 30 e estejam mudando tudo, rompendo paradigmas e voando, ou aprendendo a ser pais. Lá está ela, vivendo cada dor e cada insegurança como se fossem dela, e acredito de fato ser dela a dor maior, porque ela é grande e sabe que suporta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Demorei para compreender a grandeza de minha mãe, mas, Deus, ela é maior, muito maior do que penso poder ser um dia. Ela foi mãe, mãe em tempo integral, e ainda encontrava tempo para ser esposa, também em tempo integral, administrar uma carreira da qual sempre me orgulhei enormemente, ser mulher, conservar suas grandes mulheres por perto e ser linda. Lembro-me de peripécias de grandes mulheres que em minha mãe eram cotidianas, buscar e levar filhos na escola, no inglês, na aula de piano, cuidar da mãe, do pai, do marido, da sogra, do sogro, da casa, das unhas, dos cabelos, do peso, da pele, da cabeça, da carreira, dos sonhos, dos planos, e reservar as tardes de sexta- feira para estar conosco, e descascar laranjas perfeitamente, em uma fita longa e sem quebras, sentada à porta da cozinha na casa de meus avós, onde ela cresceu, após o almoço de domingo. Lembro-me de seu cheiro, do perfume que ela deixou de usar, talvez por conta da enxaqueca (grandes mulheres sempre tem uma fraqueza contra a qual elas lutam arduamente), lembro-me de vê-la saindo bela, elegante, dura e doce. Lembro-me de um poncho de tricô que ela fez pra mim, criando um tempo que não existia, e cuja lã com perfume que escolhi atacava sua fraqueza, mas ela foi até o fim. Usei aquilo por anos, de alguma forma sentia que me deixava forte, protegida, perto dela. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A elegância de minha mãe comovia, a mesma elegância com que hoje ela mistura tintas para pintar caixas e amanhã brincará com seu neto. A elegância com que ela sofre ou sorri, a elegância com que ela realiza sonhos de menina. Foi antes de tudo minha mãe quem me ensinou a ser mulher, feminina e forte. Aprendi tarde essa lição, há pouquíssimo tempo deixei de ser menina, mas sei que aprendi bem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Essa grande mulher foi quem guiou meus passos até onde pôde e, ao lado de um grande um homem, o maior deles, parou em dado momento, com o coração partido e as mãos trêmulas e me deixou seguir sem apoio, bicicleta sem rodinhas, para que eu decidisse para onde eu iria, cambaleante, aparentemente sem rumo, mas no fundo, a minha grande mulher sabia do bom trabalho que havia feito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aprendi com ela a ser grande, fugir da sombra, não ter medo do escuro, nem do tempo, nem das rugas, aprendi que é necessário sempre ser o melhor que se pode pois, ainda assim, nos cobraremos, aprendi a cozinhar, embora ninguém no mundo tenha seu tempero, aprendi a caminhar de costas retas e controlar meu tom de voz, aprendi a ser feliz sem ser chata ou boba, aprendi a me olhar no espelho por todos os ângulos antes de sair de casa, aprendi também que nada disso é mais importante do que aquilo que tenho por dentro. Aprendi a gostar de mim quando mereço e a me cobrar quando estou aquém do que posso ser. Acima de tudo, aprendi o que é amor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Do alto de minha arrogância, levei tempo para enxergar a complexidade da minha maior mulher, mas enxerguei. De repente tudo surgiu claro diante de meus olhos e tive uma vontade maior que o mundo de abraçá-la e aninhar-me em seu colo para chorar de gratidão e amor. E como no clã das grandes mulheres, hoje nós, minha mãe e eu, podemos juntas apreciar uma longa xícara de chá, enquanto, respeitando nosso acordo velado de espaços, falamos da vida, de forma simples ou cortante, pois hoje sei que, com todas as semelhanças físicas e subjetivas e diferenças extremas que constroem elevações, ao olhar para mim, minha mãe encontra sua filha, também uma grande mulher.&lt;a name="_GoBack"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-1996475816610545203?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/1996475816610545203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=1996475816610545203&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/1996475816610545203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/1996475816610545203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2010/10/as-grandes-mulheres.html' title='As grandes mulheres'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-6588258131504261298</id><published>2010-08-30T14:33:00.000-03:00</published><updated>2010-08-30T14:34:24.756-03:00</updated><title type='text'>Ensaio sobre a amizade</title><content type='html'>Que qualidade primeira a gente deve esperar de alguém com quem pretende  um relacionamento? Perguntou-me o jovem jornalista, e lhe respondi:  aquelas que se esperaria do melhor amigo. O resto, é claro, seriam os  ingredientes da paixão, que vão além da amizade. Mas a base estaria ali:  na confiança, na alegria de estar junto, no respeito, na admiração. Na  tranqüilidade. Em não poder imaginar a vida sem aquela pessoa. Em algo  além de todos os nossos limites e desastres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja um bom  critério. Não digo de escolha, pois amor é instinto e intuição, mas uma  dessas opções mais profundas, arcaicas, que a gente faz até sem saber,  para ser feliz ou para se destruir. Eu não quereria como parceiro de  vida quem não pudesse querer como amigo. E amigos fazem parte de meus  alicerces emocionais: são um dos ganhos que a passagem do tempo me  concedeu. Falo daquela pessoa para quem posso telefonar, não importa  onde ela esteja nem a hora do dia ou da madrugada, e dizer: "Estou mal,  preciso de você". E ele ou ela estará comigo pegando um carro, um avião,  correndo alguns quarteirões a pé, ou simplesmente ficando ao telefone o  tempo necessário para que eu me recupere, me reencontre, me reaprume,  não me mate, seja lá o que for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais reservada do que expansiva  num primeiro momento, mais para tímida, tive sempre muitos conhecidos e  poucas, mas reais, amizades de verdade, dessas que formam, com a  família, o chão sobre o qual a gente sabe que pode caminhar. Sem elas,  eu provavelmente nem estaria aqui. Falo daquelas amizades para as quais  eu sou apenas eu, uma pessoa com manias e brincadeiras, eventuais  tristezas, erros e acertos, os anos de chumbo e uma generosa parte de  ganhos nesta vida. Para eles não sou escritora, muito menos conhecida de  público algum: sou gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amizade é um meio-amor, sem algumas  das vantagens dele mas sem o ônus do ciúme – o que é, cá entre nós, uma  bela vantagem. Ser amigo é rir junto, é dar o ombro para chorar, é  poder criticar (com carinho, por favor), é poder apresentar namorado ou  namorada, é poder aparecer de chinelo de dedo ou roupão, é poder até  brigar e voltar um minuto depois, sem ter de dar explicação nenhuma.  Amiga é aquela a quem se pode ligar quando a gente está com febre e não  quer sair para pegar as crianças na chuva: a amiga vai, e pega junto com  as dela ou até mesmo se nem tem criança naquele colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigo é  aquele a quem a gente recorre quando se angustia demais, e ele chega  confortando, chamando de "minha gatona" mesmo que a gente esteja um  trapo. Amigo, amiga, é um dom incrível, isso eu soube desde cedo, e não  viveria sem eles. Conheci uma senhora que se vangloriava de não precisar  de amigos: "Tenho meu marido e meus filhos, e isso me basta". O marido  morreu, os filhos seguiram sua vida, e ela ficou num deserto sem oásis,  injuriada como se o destino tivesse lhe pregado uma peça. Mais de uma  vez se queixou, e nunca tive coragem de lhe dizer, àquela altura, que a  vida é uma construção, também a vida afetiva. E que amigos não nascem do  nada como frutos do acaso: são cultivados com... amizade. Sem esforço,  sem adubos especiais, sem método nem aflição: crescendo como crescem as  árvores e as crianças quando não lhes faltam nem luz nem espaço nem  afeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando em certo período o destino havia aparentemente  tirado de baixo de mim todos os tapetes e perdi o prumo, o rumo, o  sentido de tudo, foram amigos, amigas, e meus filhos, jovens adultos já  revelados amigos, que seguraram as pontas. E eram pontas ásperas  aquelas. Agüentei, persisti, e continuei amando a vida, as pessoas e a  mim mesma (como meu amado amigo Erico Verissimo, "eu me amo mas não me  admiro") o suficiente para não ficar amarga. Pois, além de acreditar no  mistério de tudo o que nos acontece, eu tinha aqueles amigos. Com eles,  sem grandes conversas nem palavras explícitas, aprendi solidariedade,  simplicidade, honestidade, e carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta página, hoje, sem  razão especial nem data marcada, estou homenageando aqueles, aquelas,  que têm estado comigo seja como for, para o que der e vier, mesmo quando  estou cansada, estou burra, estou irritada ou desatinada, pois às vezes  eu sou tudo isso, ah!, sim. E o bom mesmo é que na amizade, se  verdadeira, a gente não precisa se sacrificar nem compreender nem  perdoar nem fazer malabarismos sexuais nem inventar desculpas nem  esconder rugas ou tristezas. A gente pode simplesmente ser: que alívio,  neste mundo complicado e desanimador, deslumbrante e terrível,  fantástico e cansativo. Pois o verdadeiro amigo é confiável e  estimulante, engraçado e grave, às vezes irritante; pode se afastar, mas  sabemos que retorna; ele nos agüenta e nos chama, nos dá impulso e  abrigo, e nos faz ser melhores: como o verdadeiro amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Lya Luft)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-6588258131504261298?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/6588258131504261298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=6588258131504261298&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/6588258131504261298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/6588258131504261298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2010/08/ensaio-sobre-amizade.html' title='Ensaio sobre a amizade'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-2676147965270005289</id><published>2010-08-30T14:19:00.001-03:00</published><updated>2010-08-30T14:20:56.304-03:00</updated><title type='text'>Retorno</title><content type='html'>Após todos os ciclones, tufões, terremotos, maremotos e toda a sorte de fenômenos naturais que assolaram minha vida nos últimos tempos, reparei em um fato importante: deixei de escrever. Evidentemente, em meio aos fenômenos, surgiram arco-íris, vi estrelas cadentes, contemplei o pôr-do-sol e começo a entender porque deixei de escrever: estava vivendo com uma intensidade cataclísmica.&lt;br /&gt;Vivi cada minuto das 24 horas de cada dia, acabando por afastar-me da poesia que sempre moveu meus passos. Foi uma fase humana, inteiramente humana. Enxerguei minhas falhas, meus medos, minhas fraquezas, e também acertos, coragem e força, e notei que esses foram, sim, maiores que aqueles.&lt;br /&gt;Essa fase humana rendeu uma colheita farta, aprendizado incalculável. Ri e chorei inteira, permiti que as emoções tomassem cada poro do meu corpo, endureci em certos aspectos, enterneci em outros, senti raiva, a raiva a qual eu não me rendia nunca. Mudei minha forma de ver a vida, mudei alguns valores que eu julgava perpétuos. Mudei como tem de ser.&lt;br /&gt;Talvez a pessoa que eu era antes disso já tivesse se esgotado e uma nova gritasse desejando vir ao mundo. Metamorfose? Não. Renascimento. A metamorfose parece-me mais bela e indolor, lagarta, crisálida, borboleta, o preciosismo da natureza. O renascimento prediz dor, como no nascimento, abandona-se a proteção, o conforto, as amarras, parte-se para o desconhecido e tudo que podemos enxergar é uma luz tão forte que nos cega. Ao nascer, partimos cegos ao desconhecido.&lt;br /&gt;E sem nenhuma garantia de que seremos pessoas melhores, sabemos apenas que há outro indivíduo dentro de nós que sempre esteve ali e agora toma forma e assume a frente de nossa vida. Como lidar com esse outro que sempre carregamos, mas nunca nos deixamos ouvir? Não importa, pois o outro agora não é mais outro, é o que sou e me conduz por mais uma etapa da aventura interminável de ser.&lt;br /&gt; Avalio minhas atitudes hoje e, por vezes, me assusto: são minhas mãos, mas não meus gestos; é minha voz, mas essa fala me causa estranheza. E, aos poucos, isso se vai tornando normal, passo a me acertar com esse outro e a gostar dele cada dia mais. A gente tem se entendido bem, esse é mais racional que o outro, ao menos até onde o conheci, mas é mais justo, também. Carrega menos pedras, resolve mais, é mais prático talvez, mas ainda é doce, ainda traz o amor visceral, mas é mais cuidadoso e fere-se menos. Esse tem muita, muita coisa em comum com o outro, diria até que são a mesma pessoa se não fossem as absurdas e gritantes diferenças que os separam.&lt;br /&gt;Mas algo os torna inseparáveis: ambos se construíram em uma alma de poeta, ambos tem a condição humana como transitória, e agora estão um pouco cansados, precisam voltar à poesia. A vida intensa pede uma pausa. A contemplação é necessária. Já fui longe. É momento de parar e arrumar a casa. Todos os meus tesouros já estão reunidos e em segurança, agora merecem atenção e cuidado. Recebo a poesia. Por isso, volto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-2676147965270005289?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/2676147965270005289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=2676147965270005289&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/2676147965270005289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/2676147965270005289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2010/08/retorno.html' title='Retorno'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-5472829453997076452</id><published>2010-04-05T23:04:00.008-03:00</published><updated>2010-04-29T14:39:09.249-03:00</updated><title type='text'>Reflexos humanos</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Às vezes me dá enjoo de gente, depois passa &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e volto a ficar toda curiosa e atenta. E é só."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Clarice Lispector)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Continuo surpreendendo-me com a forma com que certas coisas têm a capacidade de nos desconcertar. Sigamos aqui no singular, não sei de vocês, mas sei de mim e das coisas que fazem brotar em meu rosto o estático sorriso de plástico. Essas coisas podem ser quase nada, em geral ninguém nota, poucas pessoas talvez, mas quando elas surgem, desejo sair correndo, correndo mesmo, depressa, o mais depressa que eu puder para ver se corro mais que as coisas e elas desaparecem. Nunca corri. O fato é que via de regra essas coisas surgem sem que esperemos ou busquemos: caem sobre nós inesperadamente, desconstruindo nossas defesas. Isso deve acontecer, sim, com todo mundo, mas algumas pessoas são mais atentas, e são essas que as coisas procuram. Uma coisa, milhares de sinapses e pronto, tudo fica insuportavelmente claro. Dias atrás, mergulhada em mim, não gostei do que vi, não gostei de muitas coisas em nenhuma das direções que foram concluídas sobre mim. Mas então vejo o espelho, lembro-me daqueles de parques de diversões, que podem criar monstros disformes. E penso nas coisas e passo a gostar menos do espelho: ele pode não ser confiável. Desconfio do espelho e as coisas me desapontam, ou quem me desaponta é o espelho, uma vez que a coisa apenas existe, e ele a reflete. Penso sinceramente em abandonar o espelho, mas sei que tentarei de novo, tentarei encontrar nele um espelho plano, sem distorções, e sei que vou ainda tentar algumas vezes, mas a cada coisa mal refletida, perde-se o encanto do espelho. Creio que todos os espelhos são vis usurpadores disfarçados das coisas. Roubam o que é posto em sua frente, talvez por covardia. Desejo profundamente, esta noite, que o espelho reflita, como deve ser. Reflita como deve ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-5472829453997076452?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/5472829453997076452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=5472829453997076452&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/5472829453997076452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/5472829453997076452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2010/04/reflexos-humanos.html' title='Reflexos humanos'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-4535863776055764074</id><published>2010-03-04T12:00:00.003-03:00</published><updated>2010-03-04T12:03:11.630-03:00</updated><title type='text'>Ao novo  Ano Novo, sem hífen</title><content type='html'>&lt;p style="line-height: 110%; margin-top: 4px; margin-bottom: 4px;"&gt;&lt;b&gt;Receita de ano              novo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Carlos Drummond de Andrade)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                &lt;p style="line-height: 110%; margin-top: 4px; margin-bottom: 4px;"&gt;&lt;br /&gt;          Para você ganhar belíssimo Ano Novo&lt;br /&gt;          cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,&lt;br /&gt;          Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido&lt;br /&gt;          (mal vivido talvez ou sem sentido)&lt;br /&gt;          para você ganhar um ano&lt;br /&gt;          não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,&lt;br /&gt;          mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;&lt;br /&gt;          novo&lt;br /&gt;          até no coração das coisas menos percebidas&lt;br /&gt;          (a começar pelo seu interior)&lt;br /&gt;          novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,&lt;br /&gt;          mas com ele se come, se passeia,&lt;br /&gt;          se ama, se compreende, se trabalha,&lt;br /&gt;          você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,&lt;br /&gt;          não precisa expedir nem receber mensagens&lt;br /&gt;          (planta recebe mensagens?&lt;br /&gt;          passa telegramas?)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                &lt;p style="line-height: 110%; margin-top: 4px; margin-bottom: 4px;"&gt;&lt;br /&gt;          Não precisa&lt;br /&gt;          fazer lista de boas intenções&lt;br /&gt;          para arquivá-las na gaveta.&lt;br /&gt;          Não precisa chorar arrependido&lt;br /&gt;          pelas besteiras consumidas&lt;br /&gt;          nem parvamente acreditar&lt;br /&gt;          que por decreto de esperança&lt;br /&gt;          a partir de janeiro as coisas mudem&lt;br /&gt;          e seja tudo claridade, recompensa,&lt;br /&gt;          justiça entre os homens e as nações,&lt;br /&gt;          liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,&lt;br /&gt;          direitos respeitados, começando&lt;br /&gt;          pelo direito augusto de viver.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             &lt;br /&gt;          Para ganhar um Ano Novo&lt;br /&gt;          que mereça este nome,&lt;br /&gt;          você, meu caro, tem de merecê-lo,&lt;br /&gt;          tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,&lt;br /&gt;          mas tente, experimente, consciente.&lt;br /&gt;          É dentro de você que o Ano Novo&lt;br /&gt;          cochila e espera desde sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-4535863776055764074?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/4535863776055764074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=4535863776055764074&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/4535863776055764074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/4535863776055764074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2010/03/que-venha-o-novo-ano-novo.html' title='Ao novo  Ano Novo, sem hífen'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-6249806408170284670</id><published>2010-03-03T00:38:00.004-03:00</published><updated>2010-03-03T00:48:43.344-03:00</updated><title type='text'>Rosa de Hiroshima</title><content type='html'>Em alguns momentos, nada faz sentido. O clima não faz sentido, o dia não faz sentido, nossos sentidos não fazem sentido. Não há vontade de gritar ou de falar por não ter o que dizer. Talvez seja minha personalidade verdadeiramente de flor, sem o sol, minhas pétalas fecham-se e a cor se apaga. Mas quero ser uma flor, quero a delicadeza doce de um cuidador que sorri frente à beleza. A questão é que, repentinamente, não entendo mais a mim. E não entendo essa mania burramente absurda de sentir. Sei que sou suficientemente forte, mas quero o direito de ser frágil, o divino direito de ser flor, apenas. Desejo ser apenas uma mulher e ser amada, amada por quem amo, sem duvidar disso por medo de ter meu amor fracassado ao descobrir que não sou amada como amo. Então invento, então jogo, então arrisco. Mas só o que quero, só o que desejo profundamente é seu peito amparando meu medo, seus braços amparando minha insegurança. É só o que quero, e é tanto, que tenho medo de ter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-6249806408170284670?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/6249806408170284670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=6249806408170284670&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/6249806408170284670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/6249806408170284670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2010/03/rosa-de-hiroxima.html' title='Rosa de Hiroshima'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-884826283564822429</id><published>2010-02-22T19:33:00.002-03:00</published><updated>2010-02-22T19:39:51.254-03:00</updated><title type='text'>A lucidez perigosa (Clarice Lispector)</title><content type='html'>Estou sentindo uma clareza tão grande&lt;br /&gt;que me anula como pessoa atual e comum:&lt;br /&gt;é uma lucidez vazia, como explicar?&lt;br /&gt;Assim como um cálculo matemático perfeito&lt;br /&gt;do qual, no entanto, não se precise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou por assim dizer &lt;br /&gt;vendo claramente o vazio.&lt;br /&gt;E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior que eu mesma,&lt;br /&gt;e não me alcanço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do que:&lt;br /&gt;que faço dessa lucidez?&lt;br /&gt;Sei também que esta minha lucidez&lt;br /&gt;pode-se tornar o inferno humano&lt;br /&gt;– já me aconteceu antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois sei que&lt;br /&gt;– em termos de nossa diária&lt;br /&gt; e permanente acomodação&lt;br /&gt;resignada à irrealidade –&lt;br /&gt;essa clareza de realidade&lt;br /&gt;é um risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apagai, pois, minha flama, Deus,&lt;br /&gt;porque ela não me serve para viver os dias.&lt;br /&gt;Ajudai-me a de novo consistir&lt;br /&gt;dos modos possíveis.&lt;br /&gt;Eu consisto,&lt;br /&gt;eu consisto,&lt;br /&gt;amém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-884826283564822429?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/884826283564822429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=884826283564822429&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/884826283564822429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/884826283564822429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2010/02/lucidez-perigosa-clarice-lispector.html' title='A lucidez perigosa (Clarice Lispector)'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-1108701814230084087</id><published>2009-09-22T20:18:00.001-03:00</published><updated>2009-09-22T20:19:45.613-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Juro que ainda acredito e respiro. Mas dói, confunde, paraliza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-1108701814230084087?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/1108701814230084087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=1108701814230084087&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/1108701814230084087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/1108701814230084087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/09/juro-que-ainda-acredito-e-respiro.html' title=''/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-3640540583430448540</id><published>2009-09-21T19:28:00.023-03:00</published><updated>2010-01-19T16:37:14.066-02:00</updated><title type='text'>Pseudo-poética</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Mas tu, Poesia Tu desgraçadamente Poesia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tu que me afogaste em desespero e me salvaste&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E me afogaste de novo e de novo me salvaste e me trouxeste&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;À borda de abismos irreais em que me lançaste&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e que depois eram abismos verdadeiros"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo Leminski, ouvindo jazz, pensando Vinícius, sentindo Clarice, vivendo Hilda. São tantos e eu o que sou? O que fiz de mim nessa desconstrução do que seria se tudo fosse outro, se eu fosse outra e construísse, ao invés de apenas tentar embelezar o que já está feito, se criasse e não rebordasse o óbvio, o nulo, o pequeno. O que fiz de mim senão a sombra de tantos desejos que eu não tinha e tantos medos que hoje tenho? Para onde devo ir senão lugar algum, já que cá estou e nada dentro de mim grita de modo que eu possa ouvir? Ou já cessaram os gritos tantas vezes ignorados pelo conforto risível da nulidade primorosa. Agora quero ir correndo, sem caminho talvez, pois os que havia, e eram tantos, ficaram para trás, aí pelas paragens. Conservo, ainda assim, o hábito nocivo da sombra salvadora que nada faz senão embotar ainda mais minha já difícil caminhada. O que pretendo de mim é o que não sei ser pois, por Deus, eu seria se o soubesse, mas não devo saber porque construí a fraqueza de onde havia força. Sei que olho ao redor e vejo-me só entre música e poesia, entre gênios e ícones e sou eu o que em meio a isso? Sombra como a sombra em que me escondo. Medíocre poesia velha que não tem mais idade para germinar e teima em pensar que ainda há razão para gritos bardos a essa altura do mundo e dos acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento ainda fazer a poesia germinar mas não há ouvintes para o que julgo belo, belo e vazio como foi minha vida fundamentada. Ser amoral em busca de uma moralidade burra, quase esquizofrênica quando não há mais tempo pra nada. Meus sonhos estão perdidos e perdidos para sempre pois nunca soube sonhar sozinha e como haveria de poder fazê-lo agora se nunca soube ser sozinha? Finjo que posso, finjo que sei, mas finjo e ainda assim, penso-me grandiosa pois Pessoa também pensou e era grande, brilhante, gênio, eu, entretanto, sou meramenta pós-moderna e não sou nada pois toda a genialidade do mundo já fora concedida, de modo mais ou menos justo, a seus criadores, agora sou cópia de tudo o que eu queria e tudo o que eu rechaçava; mas eu, eu mesma, sou coisa alguma. Esboço malfeito de todos os meus propósitos. Massa frustrada e cansada, sombra incolor. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-3640540583430448540?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/3640540583430448540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=3640540583430448540&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3640540583430448540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3640540583430448540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/09/lendo-leminski-ouvindo-jazz-pensando.html' title='Pseudo-poética'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-2968943407782650778</id><published>2009-09-21T11:34:00.006-03:00</published><updated>2010-01-05T11:25:57.918-02:00</updated><title type='text'>Fragmento de caos II</title><content type='html'>Manhã cinza, cor da cidade e de minha alma sem paz. Sinto frio, muito mais do que a temperatura amena, muito mais que a garoa, sinto frio e minha pele se arrepia apesar do ar quente que quase faz suar quando me protejo do mundo dentro da cápsula de metal vermelho onde habita minha alma em seus momentos mais ruidosos. O frio se dá como um bloqueio, inexplicável, embotamento dos desejos. Até dos desejos. Tento fazer-me sublime mas sou humana e com ressalvas. Não sei se gosto de adorar-me mundana. Não sei se gosto mesmo de inúmeras coisas que tenho vontade (ou talvez meramente cobice...). E ao ouvir que vivo de caprichos, como exaltar-me ou negar (por capricho...).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-2968943407782650778?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/2968943407782650778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=2968943407782650778&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/2968943407782650778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/2968943407782650778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/09/fragmento-ii.html' title='Fragmento de caos II'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-5096677585186930891</id><published>2009-09-16T23:05:00.004-03:00</published><updated>2010-01-05T11:23:38.361-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>The thing is: writing doesn't go with portuguese wine at all. And maybe I am not going with lots of things in my life. Sometimes I ask myself what am I doing, sometimes I know or I pretend to... I'm sure that I'm really working succesfuly in my spiritual development... I don't know anything.&lt;br /&gt;So: if you're going to write, don't drink.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-5096677585186930891?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/5096677585186930891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=5096677585186930891&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/5096677585186930891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/5096677585186930891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/09/thing-is-writing-doesnt-go-with.html' title=''/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-133138854646750425</id><published>2009-09-16T22:58:00.003-03:00</published><updated>2010-01-05T11:19:28.927-02:00</updated><title type='text'>Fragmento de caos</title><content type='html'>Não, não sei. Não sei e não entendo uma porção de coisas que finjo saber e entender e parto para o universo racional cunhado por mim de modo demagógico. Nem sempre, por vezes a minha razão é pura, em geral isso se dá quando envolve outras pessoas. Hoje pela manhã contava a meu oxigênio o conflito que há em mim, será que devo ser o que sou, será que sei ser quem sou, quem sou?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-133138854646750425?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/133138854646750425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=133138854646750425&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/133138854646750425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/133138854646750425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/09/fragmento-de-caos.html' title='Fragmento de caos'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-812906678757867279</id><published>2009-09-16T22:41:00.003-03:00</published><updated>2010-01-05T11:17:44.562-02:00</updated><title type='text'>Drops</title><content type='html'>Pensando aqui com meus botões e uma taça de vinho português nas ideias desenvolvidas nas últimas horas, após o indizível brain storm compartilhado com interlocutor brilhante, aliás, o interlocutor é essencial e disso não tenho podido reclamar. Há inúmeros aspectos oriundos da conversa de hoje e de outras recentes a serem abordados, possibilidade de começar a discorrer sobre desejo, religião, fé, ignorância, neste momento, porém, não sei por onde começar. Penso em Leminski para iniciar a reflexão, Baudelaire para seguir, fechar com Safo talvez... passear pelo universo. Vou ao mundo depois volto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-812906678757867279?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/812906678757867279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=812906678757867279&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/812906678757867279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/812906678757867279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/09/drops.html' title='Drops'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-2603671574483016950</id><published>2009-08-31T14:17:00.013-03:00</published><updated>2009-10-13T11:40:14.684-03:00</updated><title type='text'>Das escolhas</title><content type='html'>Dias atrás, ouvi uma amiga querida dizer para sua filha de 3 anos que quem escolhe se terá um dia bom ou ruim é ela mesma. Ok, a lógica é perfeita, mas quem nos ensina a escolher? Se nós aqui do alto de nossa maturidade intelectual fazemos tantas escolhas estúpidas, como uma criança saberá fazê-las de modo acertado? Um tanto maldito esse livre-arbítrio, não? Podemos procurar o caminho que desejarmos, podemos tudo, mas o que isso resolve se, por vezes, o caminho que escolhemos para ir ao trabalho pela manhã não era a melhor opção e, por essa escolha, chegamos atrasados, perdemos o prazo do job e ficamos em maus-lençóis? E nada disso aconteceu porque saímos atrasados pois dormimos até mais tarde por causa da esbórnia da noite anterior. Não. Dormimos no horário normal, simplesmente estávamos ali, preparados para nossa rotina e fizemos uma escolha errada, comigo isso ocorre toda manhã: 23 de maio ou Nove de julho? Juro por Deus que me perco nesse impasse diário. Sofro mesmo,creiam. Fico, então, pensando naquelas pessoas cronicamente indecisas e, sim, elas tem muita razão, a indecisão é a lucidez realizada! Não quero dizer aqui que essa postura é invejável, tampouco concordo com ela, mas é lúcida. Ao efetivar nossas escolhas, ficamos, ainda que por um átimo, cegamente apaixonados e depois não há como voltar atrás: aquilo já foi feito. Poderemos, depois, tentar outra coisa, remediar a situação, mas aquela escolha, aquele preciso momento que nos levou a escolher a bela torta de gianduia e não o crème brûlée; que nos levou a dizer sim para essa pessoa e não para aquela, que nos fez optar por uma viagem para a Disney ao invés da festa de quinze anos não voltará mais, nunca mais. Seguindo minha insana linha de raciocínio, vamos lá, argumentos: "e se eu quiser experimentar a torta de gianduia? Não gostando, peço o crème brûlée e pronto!" Pois muito bem, se pedi-lo após a torta, ainda que um único bocado dela, suas papilas gustativas já estarão poluídas e não o saborearão como seria se ele fosse a única sobremesa. Desculpe, nesse jantar a escolha foi feita. "É melhor fazer a festa de quinze anos e deixar a Disney para depois, uma vez que há a vida toda para uma viagem." Certo, mas e o prazer de visitar a Disney aos 15 anos - mesmo porque, se tudo der certo com a sanidade mental da criatura, aos 16, a terra do Mickey já estará definitivamente fora dos destinos almejados - e agora, falando de pessoas, deuses! essa é a mais difícil: tudo pode acontecer! Opções, decisões, qualquer coisa pode dar certo ou errado, qualquer coisa pode ser ou não, o fato é que perderemos sempre. Em toda nossa vida, ao escolher, perderemos. Então volto a minha amiga e sua amada filha: sua mãe tem razão, amor, você escolhe como vai ser seu dia, mas não se frustre se a escolha for errada, será mesmo, com muio mais frequência do que gostaríamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-2603671574483016950?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/2603671574483016950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=2603671574483016950&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/2603671574483016950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/2603671574483016950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/08/das-escolhas.html' title='Das escolhas'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-2330946995019970017</id><published>2009-08-22T19:37:00.011-03:00</published><updated>2009-08-25T16:46:31.624-03:00</updated><title type='text'>Lucíola</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Incompreensível mulher!&lt;br /&gt;A noite a vira bacante infrene, calcando aos pés lascivos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o pudor &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e a dignidade, ostentar o vício na &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;maior torpeza do cinismo, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;com toda a hediondez &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de sua beleza. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A manhã a encontrava tímida menina, amante casta e ingênua, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;bebendo num olhar a felicidade que dera, e suplicando &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o perdão da felicidade que recebera."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(José de Alencar)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As revoluções aconteciam sem que a humanidade pudesse controlá-las. Era uma época difícil em que vagávamos um tanto tontos pela vida imersos em planos e metas de proporções estratosféricas, movidos pelo desejo em todas as suas formas. Andávamos por ali consumindo a vida e a nós mesmos como fantoches pseudo-libertos. Caminhávamos, ou melhor, corríamos, e até sabíamos a direção, mas faltava propósito, aquele apaixonado propósito revolucionário que conhecíamos bem das referências históricas e dos desejos utópicos, vez ou outra, vinha alguém dizer que estava lá, acreditávamos pois duvidar não tinha o menor cabimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um desses dias, plenos do vazio sistemático da lógica contemporânea, ela apareceu e disse conhecer o amor. Como acreditaríamos naquela mulher com olhos de menina que sorria com lágrimas nos olhos ao falar de seus sonhos e admitia o paradoxo de amar e sofrer com tamanha naturalidade e resignação que a dor tornava-se bela? Como duvidar da languidez mais forte e profunda que qualquer olhar poderia carregar? Naquele dia, apaixonamo-nos novamente por nossas vidas, por nossas histórias, por nossos amores. Ela sorriu e partiu. Retornava aos braços de seu velho conhecido. Retornava, satisfeita, a seu lugar, a seu destino. C(h)ega de tanta luz.(!) &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-2330946995019970017?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/2330946995019970017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=2330946995019970017&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/2330946995019970017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/2330946995019970017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/08/luciola.html' title='Lucíola'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-5061857516056248786</id><published>2009-06-26T23:42:00.007-03:00</published><updated>2009-06-29T11:06:53.524-03:00</updated><title type='text'>Reforma ortográfica</title><content type='html'>É interessantíssimo como, por conta de meu trabalho, as pessoas procuram-me cheias de dúvidas a respeito das novas regras da ortografia oficial, dizem ficar receosas ao escrever pois pode haver algum detalhe que tenham deixado passar. Minha resposta é sempre a mesma: não se preocupem, elas serão absorvidas naturalmente. De fato, não me preocupo. Sei que, se necessário escrever oficialmente, bastará consultá-las, fora isso, deleito-me em meu direito de relaxar. Sempre achei charmosíssimos os clássicos manuscritos de meu avô, revisor por mais de meio século, brilhante intelectual, que conservava as flôres que amava, por isso sinto-me livre para, fiel a uma doce memória de infância, conservar nosso vôo ao escrever para quem amo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-5061857516056248786?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/5061857516056248786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=5061857516056248786&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/5061857516056248786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/5061857516056248786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/06/reforma-ortografica.html' title='Reforma ortográfica'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-166804968317203535</id><published>2009-06-26T17:40:00.018-03:00</published><updated>2010-01-07T17:03:21.666-02:00</updated><title type='text'>Don´t blame it on the good times</title><content type='html'>Era o plano para minha próxima tatuagem: uma silhueta black-power dançando dentro de uma estrela, acompanhada da frase " Blame it on the boogie", talvez nas costas para que as pessoas realmente vissem e uma ou outra, talvez intrigada com o motivo daquela composição fazer sentido para mim, perguntasse o porquê. "É porque Michael faz sentido." E essa música prova minha teoria. Cada um de nós tem seu boogie, a princípio nos desagrada, sentimo-nos um tanto forçados, desconfortáveis, depois aquilo nos toma de tal maneira que precisamos nos entregar e perdemos o controle. Mas não parecia ser algo ruim, eu lembro, agora sei lá de mim e é tudo culpa desse incrivelmente maldito boogie. Visionária essa letra, não? Ou será que Michael faz tanto sentido que guiou a trajetória de sua vida por um de seus primeiros grandes sucessos, ainda menino, Jackson 5? Nós seres-humanos - pasmem, ele também era- fazemos isso com muito mais frequência que imaginamos, não fosse assim, as clínicas de psicólogos, psicoterapeutas e afins não estariam aí multiplicando-se aos bandos para resolver os traumas que nos impedem de evoluir ou, porque não, de crescer. Quantos e quantos de nós não construímos uma Neverland interior e decidimos continuar exatamente iguais para sempre? E fazemos uma tonelada de coisas idiotas por dia, somos imprudentes, sim, se não seguramos um bebê janela afora fazemos parecido e, se nunca fizemos, já vimos muitos fazerem. Dirigimos bêbados e isso é normal! Foi preciso uma lei para acabar com a palhaçada que, no entanto, também virou palhaçada. O cara era desequilibrado? Evidente que sim, alguém já viu um grande gênio normal? Uma vez que ser normal é seguir normas sociais impostas é impossível ser normal e absurdamente criativo e inovador ao mesmo tempo. E, vamos lá: nós não somos desequilibrados, não? Aí o moço ficou bege, branco, cinza; mudou o nariz , o queixo, o cabelo, ficou deformado; entupiu-se de analgésicos e morreu. Algo diferente do que vemos por aí? Nunca vi tanta gente que já foi bonita um dia destruída por plásticas e similares mal feitos ou feitos em excesso. Rémedios para amenizar qualquer espécie de dor? Quem nunca tomou que atire a primeira pedra. Morrer é consequência, isso é tranquilo. Aí ele teve casamento conturbado, sexualidade conturbada, foi ter filhos da enfermeira e foi pai solteiro. E? Sinceramente, conheço dúzias de pessoas que fizeram ou fazem todas essas coisas ou pelo menos bem parecido e não mudaram o panorama da música mundial, não se fizeram conhecidas universalmente por um talento impecável, não deixaram um legado sublimar, não construíram um mito com todo direito a sê-lo. Seja Michael louco, inconsequente, estranho, infeliz, seja Michael o que for, ele foi intensamente humano, daqueles que deviam nos encher de orgulho ao utilizar tudo o que tem de genialidade e se lançar ao mundo de peito aberto. Essa talvez seja a questão: peito aberto. Blame it on the boogie.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-166804968317203535?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/166804968317203535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=166804968317203535&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/166804968317203535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/166804968317203535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/06/dont-blame-it-on-good-times.html' title='Don´t blame it on the good times'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-496731142387206225</id><published>2009-06-25T11:18:00.010-03:00</published><updated>2009-08-11T18:10:54.832-03:00</updated><title type='text'>Pseudo - concretismo</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;"Eu não sou eu nem sou o outro, &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Sou qualquer coisa de intermédio: &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Pilar da ponte de tédio &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Que vai de mim para o Outro."&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;(Mário de Sá Carneiro)&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Percebo-me mergulhada em experiências líricas e ferida pelo concreto. O amor resolve a alma mas é poroso demais para solucionar a vida toda. Assim também segue a poesia. Entendo que preciso caminhar pelas pedras, sentir o chão firme sob meus pés, construir minha estrada. O universo prático convoca-me a recriar o que sou, uma nova personagem. Teimo em acreditar nas novelas de cavalaria, já é hora de entender que há quase nada de medieval em mim ou, pelo contrário, avaliar minha relação com as moças queimadas nas fogueiras: minha idéia endureceu e o dia amanheceu nublado. O céu azul se foi, talvez por ter-me feito entender que devo saber seguir só. Minhas alfazemas cresceram buscando o sol, entortaram suas frágeis hastes mas agora o astro se foi e elas precisam prosseguir. Ele voltará na próxima estação, até lá, qual a direção? Elas devem saber pois suas folhas ainda perfumam, seria esse o caminho? Ainda acredito no amor e na poesia: minha alma precisa deles. Mas minha vida precisa de mais. É grandiosíssimo possuir a alma lírica e essa sinto minha, nesse momento, entretanto, o corpo faz falta, a parte real que ajuda na pavimetação. Compreendido isso, tudo fica mais claro e menos belo. O coração desarmado dá lugar a mãos guerrilheiras. Minha doce clausura de princesa começa a ruir. Daqui para frente, sou eu, como sempre fui de fato, mas nunca quis ver apesar dos avisos. Nada é por ninguém, nem erros, nem acertos, nenhuma decisão: tudo é por mim. Implacável, a realidade salta diante de meus olhos e prova que só o que pertence a ela é o que de fato existe, todo o resto é o escapismo tão necessário quanto uma taça de Bordeuax após um duro dia de trabalho ou férias em Paris coroando um ano cheio. Sim, pode-se mudar a realidade e encontrar prazer em um cacho de uvas no café da manhã ou degustar Villon em um dos museus da cidade. A questão é definir o que realmente queremos. Se quisermos. O céu, porém, começa a se abrir novamente, revelando sua imensidão azul.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-496731142387206225?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/496731142387206225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=496731142387206225&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/496731142387206225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/496731142387206225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/06/pseudo-concretismo.html' title='Pseudo - concretismo'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-7091235127752430194</id><published>2009-06-24T22:38:00.001-03:00</published><updated>2009-06-24T22:40:12.270-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tentando sentir...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-7091235127752430194?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/7091235127752430194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=7091235127752430194&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/7091235127752430194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/7091235127752430194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/06/tentando-sentir.html' title=''/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-4188750845049235597</id><published>2009-06-23T09:23:00.000-03:00</published><updated>2009-06-23T09:26:19.996-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Warm.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-4188750845049235597?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/4188750845049235597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=4188750845049235597&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/4188750845049235597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/4188750845049235597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/06/warm.html' title=''/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-8987319221226142999</id><published>2009-06-16T13:46:00.001-03:00</published><updated>2009-06-16T13:46:38.186-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Frio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-8987319221226142999?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/8987319221226142999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=8987319221226142999&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/8987319221226142999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/8987319221226142999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/06/frio.html' title=''/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-3845496562831674150</id><published>2009-05-30T17:07:00.002-03:00</published><updated>2009-05-30T17:54:41.795-03:00</updated><title type='text'>Minha vida</title><content type='html'>É tudo o que quero. É onde quero estar. Todo caminho tem percalços. Eu sei como buscar força, posso encontrar coragem. Sou eu apenas, nada fere ou agrada a ninguém mais que a mim. Há tempos  procuro o chão, começo a senti-lo sob meus pés e  novamente consigo imaginar rotas. Aos poucos, bem aos poucos, tudo vai ficando claro, assumindo seus contornos originais, sem a aura monstruosa que eu mesma desenhei por medo ou vergonha. Não há vergonha: quem quiser ver que o faça, não convidei  ninguém, tampouco prometi um espetáculo bonito e fracassei, ficaram por vontade e, se esperavam algo, não cabia a mim concretizar, é legítimo esperar qualquer coisa mas é um risco ( Beta de 8% ao ano). Sendo assim, liberto-me dos investimentos alheios e assumo o ônus dos meus. Entendo que é só o que posso fazer e tudo fica mais simples. Continuo arriscando alto, risk lover inveterada, mas se não creio no amor não respiro, é assim que sou e começa a fazer sentido  não precisar ser diferente. Amo, arrisco, e sigo inconstante, mas a alma vai se acertando, o amor acerta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-3845496562831674150?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/3845496562831674150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=3845496562831674150&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3845496562831674150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3845496562831674150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/05/minha-vida.html' title='Minha vida'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-8527405376843549464</id><published>2009-05-24T22:46:00.004-03:00</published><updated>2009-05-24T23:03:27.853-03:00</updated><title type='text'>Blá Blá Blá  É mesmo um dos sete</title><content type='html'>A preguiça afasta do reino dos céus? Só para saber...pois o problema aqui é inspiração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vídeo não é exatamente uma pérola mas a música é sensacional e faz muitíssimo sentido. Talvez os que busquem decifrar minha alma tentem entender, certamente os que a aceitam como é, entenderão.&lt;br /&gt;Ainda há tanta coisa... mas há também o silêncio ( e o vinho português). Deixo  para depois mais uma vez, mesmo porque Renato já disse por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=8LwevgNPbzc"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=8LwevgNPbzc&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-8527405376843549464?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/8527405376843549464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=8527405376843549464&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/8527405376843549464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/8527405376843549464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/05/bla-bla-bla-e-mesmo-um-dos-sete.html' title='Blá Blá Blá  É mesmo um dos sete'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-512538935221607584</id><published>2009-05-18T03:02:00.003-03:00</published><updated>2009-05-18T03:33:35.973-03:00</updated><title type='text'>Sem efeito</title><content type='html'>Ceder ou render-me? Nada por aqui faz muito sentido e, claro, compondo a tradição paradoxal que permeia minha existência, o que faz sentido não está aqui, ou está bem perto mas se apresenta de modo tão inusitado que fica difícil enxergar. Difícil e óbvio no mesmo instante. Não quero dizer com isso que o óbvio não seja difícil ou que o difícil seja, na verdade, simples porque é óbvio. Só não é fácil ver o óbvio porque é simples, ou é difícil ver o simples porque é óbvio? Aí chego a um ponto onde o meu grande e doloroso dilema remonta mote de propaganda de bolacha. E percebo que há uma platéia lotada para assistir o drama ou comédia, inacumuláveis entre si. Que diabo! Nada faz sentido e ainda assim há tantos espectadores. Parece novela daquela senhora que vilipendiou toda uma cultura para caber no horário das 8 com bastantes intervalos, horário nobre... deve ter sido vendida muita bolacha nesse espaço. Na época devia ser outra cultura respeitabilíssima - óbvio isso, não?- que descia pelo ralo do pão e circo. O ponto é que tudo dá no mesmo: a propaganda de bolacha já ficou perto do óbvio de novo e a idéia do circo esclarece a dúvida supracitada... agora ocorreu-me a lógica da resistência elétrica... e eu não sei se ainda consigo acompanhar e o raciocínio é meu...penso que é um momento apropriado para encerrar o dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-512538935221607584?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/512538935221607584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=512538935221607584&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/512538935221607584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/512538935221607584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/05/ceder-ou-render-me-nada-por-aqui-faz.html' title='Sem efeito'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-7096147172496064277</id><published>2009-05-11T11:12:00.003-03:00</published><updated>2009-05-11T11:19:09.344-03:00</updated><title type='text'>Entende?</title><content type='html'>"Como acordar sem sofrimento?&lt;br /&gt;           Recomeçar sem horror?&lt;br /&gt;           O sono transportou-me&lt;br /&gt;           àquele reino onde não existe vida&lt;br /&gt;           e eu quedo inerte sem paixão.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,&lt;br /&gt;           a fábula inconclusa,&lt;br /&gt;           suportar a semelhança das coisas ásperas&lt;br /&gt;           de amanhã com as coisas ásperas de hoje?&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        Como proteger-me das feridas&lt;br /&gt;           que rasga em mim o acontecimento,&lt;br /&gt;           qualquer acontecimento&lt;br /&gt;           que lembra a Terra e sua púrpura&lt;br /&gt;           demente?&lt;br /&gt;           E mais aquela ferida que me inflijo&lt;br /&gt;           a cada hora, algoz&lt;br /&gt;           do inocente que não sou?&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        Ninguém responde, a vida é pétrea."&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;(Carlos Drummond de Andrade)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-7096147172496064277?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/7096147172496064277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=7096147172496064277&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/7096147172496064277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/7096147172496064277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/05/entende.html' title='Entende?'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-9165990999306630908</id><published>2009-05-11T10:36:00.002-03:00</published><updated>2009-05-11T10:43:32.196-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O telefone móvel chamado está desligado ou fora da área de cobertura. Tente novamente mais tarde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-9165990999306630908?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/9165990999306630908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=9165990999306630908&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/9165990999306630908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/9165990999306630908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/05/o-telefone-movel-chamado-esta-desligado.html' title=''/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-136190312187209034</id><published>2009-04-24T15:52:00.005-03:00</published><updated>2009-05-02T10:33:46.308-03:00</updated><title type='text'>Bilhete de amor à muitíssimo-mais-que-amiga distante</title><content type='html'>Amor de minha vida,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infrutífero tentar explicar a falta que sinto de seus olhos doces.&lt;br /&gt;Você compõe minha estrutura, o DNA de minha alma.&lt;br /&gt;Ansiosa por seus relatos e sensações.&lt;br /&gt;Um tanto perdida neste hemisfério.&lt;br /&gt;Encante o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo-te, profundamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-136190312187209034?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/136190312187209034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=136190312187209034&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/136190312187209034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/136190312187209034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/04/bilhete-de-amor-muitissimo-mais-que.html' title='Bilhete de amor à muitíssimo-mais-que-amiga distante'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-2626442770392951094</id><published>2009-04-18T11:25:00.004-03:00</published><updated>2009-04-18T12:17:34.457-03:00</updated><title type='text'>Saravá hermanos.</title><content type='html'>Vínicus. Toquinho. Bethânia. Oxum. Iansã. Vinícius.&lt;br /&gt;A bênção a todos os que me são caros e não duvidam. A bênção à cidade luz, à tradição celta, ao Mar del Plata, à América do Norte, ao interior de São Paulo, ao sertão da Bahia, à megalópole. A benção à possibilidade de reunir todos esses lugares. A bênção aos brilhantes. A bênção aos inteligentes. A bênção aos esforçados.  A bênção aos de belos olhos e voz hipnótica . A bênção aos de refinada oratória. A benção aos que transformam o mundo. A bênção aos vermelhos. A bênção aos destros. Mudando de assunto, a bênção aos canhotos. A bênção ao Amor. Saravá.&lt;br /&gt;É assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Senão é como amar uma mulher só linda. E daí? A mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza, qualquer coisa de triste, qualquer coisa que chora, qualquer coisa que sente saudade, um molejo de amor machucado, uma beleza que vem da tristeza de se saber mulher, feita apenas para amar, para sofrer pelo seu amor e pra ser só perdão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=pdStj4D28vY"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=pdStj4D28vY&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-2626442770392951094?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/2626442770392951094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=2626442770392951094&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/2626442770392951094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/2626442770392951094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/04/senao-e-como-amar-uma-mulher-so-linda.html' title='Saravá hermanos.'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-815267150488456009</id><published>2009-04-17T11:43:00.003-03:00</published><updated>2009-04-17T12:26:39.827-03:00</updated><title type='text'>Por que a Europa fica lá?</title><content type='html'>"Quando você for se embora,&lt;br /&gt;moça branca como a neve,&lt;br /&gt;me leve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se acaso você não possa&lt;br /&gt;me carregar pela mão,&lt;br /&gt;menina branca de neve,&lt;br /&gt;me leve no coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se no coração não possa&lt;br /&gt;por acaso me levar,&lt;br /&gt;moça de sonho e de neve,&lt;br /&gt;me leve no seu lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se aí também não possa&lt;br /&gt;por tanta coisa que leve&lt;br /&gt;já viva em seu pensamento,&lt;br /&gt;menina branca de neve,&lt;br /&gt;me leve no esquecimento."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                       ( Ferreira Gullar)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-815267150488456009?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/815267150488456009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=815267150488456009&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/815267150488456009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/815267150488456009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/04/por-que-europa-fica-la.html' title='Por que a Europa fica lá?'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-48398493543438510</id><published>2009-04-13T11:37:00.005-03:00</published><updated>2009-08-11T23:19:11.615-03:00</updated><title type='text'>Seja como for...</title><content type='html'>A fissão do núcleo dos átomos gera o calor que aquece a água e essa produz vapor que faz girar uma turbina. O propósito é o mesmo, mas o preço é alto e os riscos extremos. Entretanto, é necessário e a vista é linda. Tão risível quanto o amor pode ser - ou é? Pensei ter mais a dizer mas ficou tão complicado que desisti. Talvez repense quando meu coração voltar a respirar. Deixa pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O perigo já passou, os técnicos já foram chamados, não há motivo para alarde. Tomaremos as medidas necessárias. Estamos do lado de vocês."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZpNTxYtGKCg"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=ZpNTxYtGKCg&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-48398493543438510?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/48398493543438510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=48398493543438510&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/48398493543438510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/48398493543438510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/04/seja-como-for.html' title='Seja como for...'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-2756913927646629672</id><published>2009-04-07T14:35:00.009-03:00</published><updated>2009-08-25T11:57:13.909-03:00</updated><title type='text'>Extra! Extra! A dor pare poetas!</title><content type='html'>São Paulo, 07 de abril de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, uma ninhada de poetas é parida pela mundialmente famosa Dor. A ilustre senhora, residente à cidade de São Paulo com outras moradas ao redor do mundo, vive com seus parceiros Medo, Culpa, Angústia, Desconcerto e outros que a visitam frequentemente. Não é sabido qual deles assumirá a paternidade dos aedos, discute-se, inclusive, alguma forma alternativa de registro civil. Em pronunciamento, o excelentíssimo senhor ministro interino da comoção global manifestou preocupação com os rebentos e garantiu provisão vitalícia de suporte virtual para o desenvolvimento dos recém- sensíveis, não pôde, entretanto, comprometer-se com o suprimento de subjetividade indispensável ao brotamento bardo. A opinião pública mostra-se comovida com o acontecimento. Outras autoridades trataram com cautela o caso preferindo manter a discrição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-2756913927646629672?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/2756913927646629672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=2756913927646629672&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/2756913927646629672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/2756913927646629672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/04/extra-extra-dor-pare-poetas.html' title='Extra! Extra! A dor pare poetas!'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-4048248162328981883</id><published>2009-04-04T12:26:00.009-03:00</published><updated>2009-04-07T10:26:08.829-03:00</updated><title type='text'>Stormy Weather</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;"Não esconda a tristeza de mim.&lt;br /&gt;Todos se afastam quando o mundo está errado,&lt;br /&gt;quando o que temos é um catálogo de erros,&lt;br /&gt;quando precisamos de carinho, força e cuidado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Sabia que conseguiria sozinha mas nesse momento duvidava. Queria apenas ser filha, encontrar olhos ternos e um abraço doce sem perguntas, sem respostas, amor apenas. Queria não precisar ser forte, queria poder chorar três dias e três noites e ouvir apenas a voz calma dizendo que tudo irá passar. Não queria mais chorar de dor. Não queria mais vampiros, precisava ser amada em silêncio. Havia tantas feridas que nem ela mesma podia precisar onde ardia, mas o vento gelado dilacerava a alma, a dor se espalhava por cada milímetro do que ela era e já não sabia mais ser nada. Não encontrava seus discos, seus livros diziam-lhe verdades impróprias. Haveria, por Deus, um milímetro de compaixão no universo? Billie Holiday cantava à sua alma antiga mas o que fazer agora? Sentia vontade de dormir até o próximo solstício, acordar em um longo dia de verão, receber da imensidão azul toda a paz que merecia e uma flor em seus cabelos. Queria ser criança e fazê-los felizes de novo. Sentiu, naquele instante, uma saudade cortante de quem não voltaria nunca mais. Sentiu saudades de quem estava ali, ao alcance das mãos e a fazia sentir só. Amou profundamente os corações que a tocavam a distância. Amou desesperadamente aquele céu de outono. Mas a dor ainda estava lá, talvez Coltrane exorcisasse, talvez o amor a curasse.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-4048248162328981883?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/4048248162328981883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=4048248162328981883&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/4048248162328981883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/4048248162328981883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/04/stormy-weather.html' title='Stormy Weather'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-124955790389055945</id><published>2009-03-29T22:19:00.003-03:00</published><updated>2009-03-30T00:00:09.296-03:00</updated><title type='text'>Reflexão inacabada sobre a hipercorreção</title><content type='html'>amor: atração afetiva ou física que, devido a certa afinidade, um ser manifesta por outro; atração baseada no desejo sexual; afeição e ternura sentida por amantes; aventura amorosa; afeição baseada em admiração, benevolência ou interesses comuns; calorosa amizade; forte afinidade; a pessoa ou a coisa amada ou apreciada (tb. us. no pl.); comunhão íntima, coesão com o universo; devoção de uma pessoa ou um grupo de pessoas por um ideal concreto ou abstrato; interesse, fascínio, entusiasmo, veneração; demonstração de zelo, dedicação; fidelidade; um deus ou a personificação do amor [Cupido (na Grécia, Eros), Vênus (na Grécia, Afrodite)]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;paz: relação entre pessoas que não estão em conflito; acordo, concórdia; relação tranqüila entre cidadãos; ausência de problemas, de violência; estado de espírito de uma pessoa que não é perturbada por conflitos ou inquietações; calma, quietude, tranqüilidade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se o amor for simples, apenas? Calmo, retro-alimentado, sem tramas ou trapaças? E se o que vemos for só a verdade, tão genuína que leva à dúvida? E se for a paz que sempre buscamos a essência daqueles olhos sem segredo? E se a imagem de meu sorriso trouxer-lhe luz e o som de minha voz nortear seus passos? E se for meu amor seu único caminho, o desejo mais puro? E se formos nós o destino e a escolha recíproca? E se tudo for assim porque nossas almas se reconhecem e então o amor  é simples, leve? Céu de outono. Mar. Imensidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-124955790389055945?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/124955790389055945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=124955790389055945&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/124955790389055945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/124955790389055945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/03/reflexao-inacabada-sobre-hipercorrecao.html' title='Reflexão inacabada sobre a hipercorreção'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-7499979098196527482</id><published>2009-03-27T14:31:00.000-03:00</published><updated>2009-03-27T14:32:06.565-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Metal contra as nuvens&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-7499979098196527482?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/7499979098196527482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=7499979098196527482&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/7499979098196527482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/7499979098196527482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/03/metal-contra-as-nuvens.html' title=''/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-6304485106354478906</id><published>2009-03-27T10:30:00.002-03:00</published><updated>2009-03-27T10:59:54.654-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sei que vai passar mas, enquanto dói, escolho músicas, encanto o tempo, sobrevivo.&lt;br /&gt;Queria saber explicar, antes: saber verbalizar, mas é tão imenso que meu raciocínio sucumbe e meu coração grita.&lt;br /&gt;Contemplando a inexplicável beleza azul, céu de outono, tudo se torna sonho e eu amo e acredito.&lt;br /&gt;Talvez seja a claridade da manhã, a luz quente desses dias, meu alimento, meu propósito, minha paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-6304485106354478906?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/6304485106354478906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=6304485106354478906&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/6304485106354478906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/6304485106354478906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/03/sei-que-vai-passar-mas-enquanto-doi.html' title=''/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-963003509168439619</id><published>2009-03-25T18:19:00.004-03:00</published><updated>2009-03-25T22:09:40.047-03:00</updated><title type='text'>00 às 4</title><content type='html'>Terminava mais um dia. Outro daqueles inertes em que todas as decisões imediatas e necessárias eram arrastadas para o dia seguinte. O problema é que nesse momento todos os dias pareciam iguais. Tinha o medo, tinha sei-lá-o-quê impedindo-a de seguir seu rumo, ir embora para qualquer lugar, mas ir. O ar viciado a intoxicava, a beleza prometida feria. Já não queria mais acreditar, não podia. Mas alguém entendia? Não, evidentemente, não. Ela não era má nem egoísta, também não almejava a benevolência de mártir:era apenas humana e bastava.&lt;br /&gt;O dia acabou, para onde ir agora? Consultava sua vontade. Não havia vontade. Dentro daquela história, nada mais a pertencia. Sentia profundo desejo de começar de novo. Nada ali seria diferente. Não importava mais. Queria leveza. Queria mais que tudo sua vida. Um novo começo de sonhos só dela. Mas como não se sentir só quando o silêncio cortante da madrugada era a única companhia para suas noites em claro? Precisava do céu profundamente azul, imensidão. Manhãs azuis de outono, em paz, sem dor, sem medo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-963003509168439619?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/963003509168439619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=963003509168439619&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/963003509168439619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/963003509168439619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/03/12.html' title='00 às 4'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-1714822113070548294</id><published>2009-03-23T00:38:00.006-03:00</published><updated>2009-03-23T01:08:09.645-03:00</updated><title type='text'>I'm glad</title><content type='html'>É por vocês, por cada um de vocês que sigo acreditando em mim. Tudo faz sentido porque os tenho e amo e consigo, assim, vislumbrar a lógica no caos. Encontrar e reuni-los todos, tão perfeitos, em uma só vida torna possível a utopia, possibilidades infinitas. Dessa forma sou feliz, imponderável: estou feliz no limite do abismo; e o que desejo além disso é muito pouco... talvez todos juntos,  em mais um domingo de céu claro após nuvens, inteiros, intensos, com seus sorrisos e suas farpas, com seus olhos que me fazem acreditar. Desejo todos, todos vocês que amo desse modo tão indizível, todos os que estão aqui, por todos os caminhos, a qualquer instante. Sim, são vocês... não haveria de ser mais ninguém. A grandiosidade é absoluta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-1714822113070548294?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/1714822113070548294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=1714822113070548294&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/1714822113070548294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/1714822113070548294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/03/im-glad.html' title='I&apos;m glad'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-4091488847515004249</id><published>2009-03-22T23:50:00.002-03:00</published><updated>2009-03-23T00:37:19.049-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Se é o preço a ser pago por minha vida, aceito, pago em dobro. Minha vida vale tanto... não há preço, há prece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-4091488847515004249?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/4091488847515004249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=4091488847515004249&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/4091488847515004249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/4091488847515004249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/03/se-e-o-preco-ser-pago-por-minha-vida.html' title=''/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-8582747390794896774</id><published>2009-03-19T10:57:00.006-03:00</published><updated>2009-04-09T22:24:38.829-03:00</updated><title type='text'>Sebastiana quebra-galho</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisa-se encontrar uma boa explicação. Não que faltem motivos ou razões, o problema aqui é convencer. Argumentos são necessários, estratégias conceptistas são bem-vindas. É imprescindível confessar os crimes prescritos apenas para satisfazer o poder inquisidor do júri.&lt;br /&gt;É preciso, porém, delatar despudoradamente, com requintes de crueldade. (Exponha-se. Destile o descontrole. Torne pública sua vergonha. Renda-se ao medo. Convide os vampiros. Mostre fraqueza. Seja desleal. Pueril. Conserve sempre a vileza. Guarde um trunfo e não conte a ninguém. Não confie.)&lt;br /&gt;Sim, eu tenho culpa. Padre, eu pequei. Tenho culpa e preciso de ajuda para ser melhor. Pequei, penitencie-me, preciso encontrar o perdão. Não sei para onde ir, não sei o que estou fazendo, são apenas rompantes, não sei pensar. Veja: não tenho esse sublime equilíbrio, tampouco consigo enxergar a solução obviamente acertada para as dores da alma. Fosse eu um pouco menos descontrolada e paranóica, perguntar-lhes-ia o que fazer, sabidamente consultariam seus manuais para humanos perfeitos e teria uma resposta. Simples, tão simples. Mas, ora, pobre diabo sou eu que não entende, não há como errar. Tudo está pronto, são regras. Não pense, não queira, não ouse. A pós-modernidade é neo clássica, os sentimentos devem ser neo clássicos. Aurea mediocritas. Os problemas vão existir sempre, o que é que você quer, o amor perfeito? Tola, tola e irracional. E agora essa estória de sentir, não suportar, doer... vá cuidar do jantar! Diga-me então o que pretende? Pensa que consegue sozinha? Pobre criança inconstante. Você é fraca, covarde. Precisa tanto desse controle, você precisa, compreende? Sozinha por aí, imagine! Tudo o que lhe é feito é porque você merece. Pare já com essas falas bem construidinhas, com esse léxico pedante tirado dessa tal literatura que não entendo, pensa que sabe mais que eu? Pensa que sabe tanta coisa. E não me venha com essa humildadezinha ensaiada, não. Conheço você, conheço muito bem. Agora, por mais um caprichosinho, princesa, joga tudo para o alto. Tenho eu de ir consertar, tenho eu, mais uma vez, de assumir o controle da sua vida, afinal, se não sou eu você se perde nessa ilusão absurda de felicidade. Não, não dá para falar com você, não dá para explicar nada a alguém assim tão fora da realidade. Chega! Faça uma lobotomia, queime seus livros, analfabetize-se, dê-me aqui essa tal poesia, o amor e toda a santidade, vista um espartilho, peça perdão pelos erros daquele que a protege, peça-me a bênção, beije-me a mão, cubra o rosto e vá para o seu quarto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-8582747390794896774?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/8582747390794896774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=8582747390794896774&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/8582747390794896774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/8582747390794896774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/03/sebastiana-quebra-galho.html' title='Sebastiana quebra-galho'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-7021330129794940697</id><published>2009-03-17T23:32:00.005-03:00</published><updated>2009-03-19T10:51:54.732-03:00</updated><title type='text'>Explosão</title><content type='html'>Necessária, energia explosiva. Talvez seja a postura mais simples, ninguém exige constante ponderação. Enquanto a cólera é compreensível e perdoável, o equilíbrio precisa ser provado a cada instante. Mas esta sou eu e gosto do que sou. Gosto do silêncio, prefiro sentir sozinha, acerto-me como posso sem barulho desnecessário, sem tensão extremada.&lt;br /&gt;Mas neste momento, neste exato momento Álvaro de Campos traduz minha alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÃO: Não quero nada.&lt;br /&gt;Já disse que não quero nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me venham com conclusões!&lt;br /&gt;A única conclusão é morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me tragam estéticas!&lt;br /&gt;Não me falem em moral!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirem-me daqui a metafísica!&lt;br /&gt;Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas&lt;br /&gt;Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —&lt;br /&gt;Das ciências, das artes, da civilização moderna!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que mal fiz eu aos deuses todos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se têm a verdade, guardem-na!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.&lt;br /&gt;Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.&lt;br /&gt;Com todo o direito a sê-lo, ouviram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me macem, por amor de Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?&lt;br /&gt;Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?&lt;br /&gt;Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.&lt;br /&gt;Assim, como sou, tenham paciência!&lt;br /&gt;Vão para o diabo sem mim,&lt;br /&gt;Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!&lt;br /&gt;Para que havemos de ir juntos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me peguem no braço!&lt;br /&gt;Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.&lt;br /&gt;Já disse que sou sozinho!&lt;br /&gt;Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó céu azul — o mesmo da minha infância —&lt;br /&gt;Eterna verdade vazia e perfeita!&lt;br /&gt;Ó macio Tejo ancestral e mudo,&lt;br /&gt;Pequena verdade onde o céu se reflete!&lt;br /&gt;Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!&lt;br /&gt;Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...&lt;br /&gt;E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-7021330129794940697?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/7021330129794940697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=7021330129794940697&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/7021330129794940697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/7021330129794940697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/03/explosao.html' title='Explosão'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-8287062490313994263</id><published>2009-03-09T10:12:00.007-03:00</published><updated>2009-03-09T16:28:11.888-03:00</updated><title type='text'>Após o crepúsculo</title><content type='html'>Escurece. A razão escurece. Um arrepio irracional domina a lógica inconstante. Por que os medos são tão maiores à noite?&lt;br /&gt;Desde a infância ela nos assusta: temos medo do escuro, dos pesadelos, de ficar só. É seguro o dia, sabemos exatamente o que há em nossa frente, não há mistério, pouco se esconde; pode-se correr em direção ao abismo e parar antes da queda. A luz controla os riscos. A escuridão, porém, catalisa-os. Ali nada é nosso, tudo é segredo e qualquer passo pode encontrar o vazio. No escuro, nossos doces brinquedos tornavam-se monstros; no escuro, nosso futuro perfeito torna-se nebuloso, da escada que a ele conduz só enxerga-se o primeiro degrau, depois dele ascensão, decadência ou abismo são possíveis.&lt;br /&gt;No meio da noite, ouve-se a angústia de uma mulher. Sozinha à beira de seu iminente abismo, ela chora como criança, seu corpo faz-se pequeno, frágil, tentando talvez voltar ao tempo que o medo passava ao acender as luzes. Nunca sentira tanto medo. Todos os caminhos conduziam a incerteza, poderia doer, poderia doer mais e, nesse momento, seu mundo depende dela. Não há algozes, não há culpados, só ela e sua sorte com medo de olhar-se nos olhos.&lt;br /&gt;Dessa vez, ninguém a salvaria. Ela já entendera a distância entre seu mundo e os contos de fadas. Não havia heróis tampouco donzelas a serem resgatadas, nem cavaleiros ou princesas. Havia uma mulher, apavorada diante de uma dor que não podia controlar; diante do amor que não podia suportar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-8287062490313994263?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/8287062490313994263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=8287062490313994263&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/8287062490313994263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/8287062490313994263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/03/apos-o-crepusculo.html' title='Após o crepúsculo'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-2038530325766898522</id><published>2009-03-02T02:23:00.002-03:00</published><updated>2009-03-02T02:29:00.293-03:00</updated><title type='text'>Verlaine  original</title><content type='html'>En Sourdine&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calmes dans le demi-jour'&lt;br /&gt;Que les branches hautes font,&lt;br /&gt;Pénétrons bien notre amour&lt;br /&gt;De ce silence profond.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fondons nos âmes, nos coeurs&lt;br /&gt;Et nos sens extasiés,&lt;br /&gt;Parmi les vagues langueurs&lt;br /&gt;Des pins et des arbousiers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferme les yeux à demi,&lt;br /&gt;Croise tes bras sur ton sein,&lt;br /&gt;Et de ton coeur endormi&lt;br /&gt;Chasse à jamais tout dessein.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laissons-nous persuader&lt;br /&gt;Au souffle berceur et doux&lt;br /&gt;Qui vient à tes pieds rider&lt;br /&gt;Les ondes de gazon roux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Et quand, solennel, le soir&lt;br /&gt;Des chênes noirs tombera,&lt;br /&gt;Voix de notre désespoir,&lt;br /&gt;Le rossignol chantera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-2038530325766898522?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/2038530325766898522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=2038530325766898522&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/2038530325766898522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/2038530325766898522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/03/verlaine-original.html' title='Verlaine  original'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-3244369319005668138</id><published>2009-03-02T02:17:00.002-03:00</published><updated>2009-03-02T02:23:15.599-03:00</updated><title type='text'>Verlaine</title><content type='html'>Em surdina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calmo, na paz que&lt;br /&gt;difunde a sombra dos altos ramos,&lt;br /&gt;que o nosso amor se aprofunde&lt;br /&gt;neste silêncios em que estamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coração, alma e sentidos&lt;br /&gt;se confundam com estes ais&lt;br /&gt;que exalam, enlanguescidos,&lt;br /&gt;medronheiros e pinhais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha os olhos mansamente&lt;br /&gt;e cruza as mãos sobre o seio.&lt;br /&gt;Do teu coração dolente&lt;br /&gt;afasta qualquer anseio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixemo-nos enlevar&lt;br /&gt;ao embalo desta brisa&lt;br /&gt;que a teus pés, doce, a arrulhar,&lt;br /&gt;a relva crestada frisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a noite sombria&lt;br /&gt;dos carvalhos for baixando,&lt;br /&gt;o rouxinol a agonia&lt;br /&gt;da nossa alma irá cantando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-3244369319005668138?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/3244369319005668138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=3244369319005668138&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3244369319005668138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3244369319005668138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/03/verlaine.html' title='Verlaine'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-8849238642967759801</id><published>2009-02-15T01:02:00.004-03:00</published><updated>2009-08-13T12:07:32.331-03:00</updated><title type='text'>**</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrgd30jIrI/AAAAAAAAABQ/rfjK0kK1Cug/s1600-h/DSCF0010.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tenho tanto a dizer e tanta saudade que simplesmente não consigo. Amo tanto minha vida quero tanto. Sempre tive dúvidas, sempre tive medo. Hoje tenho certeza, sei onde chegar, ou mesmo onde devo estar esperando minha vida. Sei que jazz me faz especie, bossa- nova me faz humana. Sei que conto os dias para ter de volta minha vida. Saudades cortantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-8849238642967759801?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/8849238642967759801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=8849238642967759801&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/8849238642967759801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/8849238642967759801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/02/blog-post.html' title='**'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-3938894445301472272</id><published>2009-02-14T02:40:00.006-02:00</published><updated>2009-03-25T22:52:50.682-03:00</updated><title type='text'>Por alto...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/ScreifQRvOI/AAAAAAAAABI/y5hpwMbMcsk/s1600-h/DSCF0077.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/ScrasVzcd2I/AAAAAAAAABA/SbkalOZkHcA/s1600-h/DSCF0015.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os passos apressados começam a ensurnar*, diminuo o ritmo, jazz n'soul. Encontro em mim espaço para um silêncio que supera em volume qualquer ruído do mundo. Sinto-me sozinha em meio a multidões de desconhecidos e olhares conhecidos. Passo a observar a beleza profunda das coisas, como gosto de fazer. Tenho tempo para isso. Não desejo o mundo, quero apenas o que é belo e possa, em algum grau, pertencer-me. Por vezes me esqueço de minha natureza telúrica e canso-me tentando pertencer ao mundo que fala demais, corre demais e pensa pouco, sente pouco. Prefiro contemplar, sem dizer, sem razão. Deixo-me arrepiar por Klimt, Kalo emociona-me, sorrio e acredito.&lt;br /&gt;Penso em minha vida e entendo que nunca em toda minha existência quis algo tão ardentemente.&lt;br /&gt;Desejo indizível de viver-me, em detrimento a tudo. Desejo imenso de buscar o olhar mais profundo de minha vida e entendê-la de modo cabal como meu único caminho porque sem ela não respiro, perco o chão, perco a vontade. Preciso vive-la, inteira, pois assim é cobrado por minha alma todos o dias, de cinco em cinco minutos. Saudades de casa, saudade dos sonhos, saudade profunda de meus amores que ficaram. Saudade extrema de minha vida. Sei o que quero, e não quero nada além dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos presentes que recebi do universo: é absolutamente necessário tê-las por perto; amo profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Ana Choueri - todos os direitos reservados.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-3938894445301472272?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/3938894445301472272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=3938894445301472272&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3938894445301472272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3938894445301472272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/02/os-passos-apressados-comecam-ensurnar.html' title='Por alto...'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-703436334416842738</id><published>2009-02-12T01:42:00.006-02:00</published><updated>2009-03-25T22:19:46.864-03:00</updated><title type='text'>I don't like cities but I love New York.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/ScrYGUsowhI/AAAAAAAAAA4/42nsNFfLYZM/s1600-h/S5002712w.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317299913211036178" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/ScrYGUsowhI/AAAAAAAAAA4/42nsNFfLYZM/s320/S5002712w.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esforço em vão tentar explicar essa cidade, nada por aqui é feito para ser entendido. A cidade é sinestésica. Sons, cheiros, texturas, cores, intensidades que rompem as amarras de ceticismo patriota e encantam até niilistas. Estreitos paradoxos enfrentam-se num caos profundamente ordenado onde passos rápidos e frenéticos seguem perfeitamente cadenciados. Linha de produção, economia de mercado, grande irmão, Big Apple. De repente, trumpete no parque, Ella em um café, jazz na esquina, no meio da calçada, no restaurante, na happy hour. A cidade, cansada, rende-se a arte, ainda que mercadológica. A cidade cansada não se rende. Eu, cosmopolita tropical, rendo-me cansada de sentir Nova York e só me resta a energia para poucas linhas mal- escritas. Ao mesmo tempo que, aos pés de Lady Liberty, a indizível saudade de minha vida doeu mais fundo que o vento cortante dessa manhã. Entendi que preciso, agora, busca-la perfeita como é e viver intensamente cada medo, cada sorriso, cada sonho. Pois é assim, minha vida, existência única no amor, princípio e fim, luz e treva. Paradoxo, amor, minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-703436334416842738?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/703436334416842738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=703436334416842738&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/703436334416842738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/703436334416842738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/02/i-dont-like-cities-but-i-love-new-york.html' title='I don&apos;t like cities but I love New York.'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/ScrYGUsowhI/AAAAAAAAAA4/42nsNFfLYZM/s72-c/S5002712w.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-1569245988790442266</id><published>2009-02-07T01:53:00.002-02:00</published><updated>2009-02-07T01:56:48.703-02:00</updated><title type='text'>Inexorável</title><content type='html'>Existir&lt;br /&gt;Amar&lt;br /&gt;Ir...              ...Ir&lt;br /&gt;                 Amar&lt;br /&gt;                Existir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema central. Por toda minha vida, desesperadamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-1569245988790442266?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/1569245988790442266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=1569245988790442266&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/1569245988790442266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/1569245988790442266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/02/inexoravel.html' title='Inexorável'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-8559441271295303449</id><published>2009-01-22T02:16:00.004-02:00</published><updated>2009-01-22T02:29:06.983-02:00</updated><title type='text'>Exercício de pavor fonológico</title><content type='html'>(Tom com toques de Chico)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca sonhei com você&lt;br /&gt;Nunca fui ao cinema&lt;br /&gt;Não gosto de samba&lt;br /&gt;Não vou à Ipanema&lt;br /&gt;Não gosto de chuva&lt;br /&gt;Nem gosto de sol&lt;br /&gt;E quando eu lhe telefonei&lt;br /&gt;Desliguei, foi engano&lt;br /&gt;O seu nome eu não sei&lt;br /&gt;Esqueci no piano&lt;br /&gt;As bobagens de amor&lt;br /&gt;Que eu iria dizer&lt;br /&gt;Não, Ligia, Ligia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca quis tê-la ao meu lado&lt;br /&gt;Num fim de semana&lt;br /&gt;Um chope gelado&lt;br /&gt;Em Copacabana&lt;br /&gt;Andar pela praia até o Leblon&lt;br /&gt;E quando eu me apaixonei&lt;br /&gt;Não passou de ilusão&lt;br /&gt;O seu nome rasguei&lt;br /&gt;Fiz um samba-canção&lt;br /&gt;Das mentiras de amor&lt;br /&gt;Que aprendi com você&lt;br /&gt;Ligia, Ligia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se aproxima de mim&lt;br /&gt;Com esses modos estranhos&lt;br /&gt;E eu digo que sim&lt;br /&gt;Mas seus olhos castanhos&lt;br /&gt;Me metem mais medo&lt;br /&gt;Que um raio de sol&lt;br /&gt;Lígia, Lígia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-8559441271295303449?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/8559441271295303449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=8559441271295303449&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/8559441271295303449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/8559441271295303449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/01/exerccio-de-fonologia-tom-com-toques-de.html' title='Exercício de pavor fonológico'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-9004606668809948345</id><published>2009-01-22T01:05:00.005-02:00</published><updated>2009-01-22T04:36:13.582-02:00</updated><title type='text'>Silepse</title><content type='html'>Noite fria de verão, a mesma cidade, o mesmo lugar onde havia crescido e tudo era familiar. Há pouco estivera com pessoas queridas com as quais não crescera, mas poderia. Todos sorriam, seguiam suas vidas e entendiam. Ela também sorria e seguia, mas era difícil entender. No caminho para casa, tentava pensar no que pensara enquanto se fazia feliz sem saber: nada. Talvez só assim seja possível a felicidade. Agora ela pensava, como estivera pensando naquela tarde e em tantos outros momentos quando sentia cinza o céu sobre seus olhos.&lt;br /&gt;Alguns dias atrás, estava certa de seus planos. Não sabia exatamente qual seia o próximo passo, mas sabia onde estava e aonde seu sonho a levaria. Sabia e amava. A certeza a fazia viver, respirar. Mas parecia que algo havia mudado, não era ela, parecia que a órbita do mundo havia de repente se deslocado para algum lado ( direito ou esquerdo?) e, por mais que ela desejasse permanecer no mesmo eixo, todas as verdades que lhe haviam contado se afastaram e não podia mais tocá-las.&lt;br /&gt;Sozinha com a madrugada tentava escutar seus pensamentos, desejava compreender a lógica desse estranhamento. Não encontrava vítimas ou algozes, não procurava conforto para o ego. Simplesmente não encontrava razão no mundo concreto. Entretanto, seu universo tremia em um quente inverno caótico.&lt;br /&gt;Sentia frio, sentia medo, sentia dúvida. Percebeu, ali,  o quanto a dúvida dói quando sentida: não a produzimos, não a controlamos, não é espelho de nossas inseguranças, vem de outro, fere e não há o que possamos fazer pois não alcançamos, não entendemos.&lt;br /&gt;Naquele momento, perdera-se em si mesma, na profundidade inestimável do amor que ampliava limites. Não sabia o que separava a verdade do desejo, não sabia pois as dúvidas não eram dela. Nada sabia, apenas amava e esperava ardentemente que lhe fosse dito o que fazer, para onde ir. Ela sabia recuar e sofrer em silêncio. Sabia, porém, amar acima de tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-9004606668809948345?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/9004606668809948345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=9004606668809948345&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/9004606668809948345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/9004606668809948345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/01/silepse.html' title='Silepse'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-3792989139534801980</id><published>2009-01-15T22:01:00.003-02:00</published><updated>2009-01-15T22:12:03.830-02:00</updated><title type='text'>Target</title><content type='html'>Algo dentro de mim protesta contra os fatos, algo dentro de mim reclama o direito de brilhar, algo dentro de mim sangra e não entende, algo dentro de mim simplesmente não sabe mais e deseja tanto. Talvez meu coração... minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Noite longa de buscas e entendimento, respostas à luz da manhã...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-3792989139534801980?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/3792989139534801980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=3792989139534801980&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3792989139534801980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3792989139534801980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2009/01/target.html' title='Target'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-4184961695063005066</id><published>2008-12-05T01:29:00.004-02:00</published><updated>2008-12-05T19:15:20.111-02:00</updated><title type='text'>Passos</title><content type='html'>"E aquele garoto que ia mudar o mundo, hoje assiste&lt;br /&gt;a tudo em cima do muro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é assim que a banda toca. Subitamente, notamos não ter controle de coisa alguma. Pessoas surgem com estranhas idéias cabais, o amor segue com todos seus caprichos nos fazendo perder o eixo e o rebolado. De pronto, precisamos nos retocar e seguir em frente como se nada houvesse que incomodasse. E é assim o vai da valsa. A vida nos leva sem que possamos obedecer nossos planos. Possivelmente, fazendo-se um balanço dos últimos 10 anos, descubramos que estamos anos luz distantes do que pensávamos nos tornar. Sobrevivemos, é fato, construímo-nos, consquistamos, mas e a ópera rock que estrelaríamos? transmutou-se, quem sabe, em um comédia de costumes. E a revolução, e o mundo justo, as caras pintadas, a militância sobre carros de som? E a educação que salvaria o mundo? A popularização da cultura, das artes? O discurso em tom vermelho? (se até seu Fidel desistiu...). O orgulho dos recortes de jornal, a poesia beatnik, e o Kerouac? A poesia dá lugar a prosa, os copos passam a encher-se de líquidos mais caros, vindos de mais longe, a distância, porém, também aumenta. Passamos a nos encontar em novos personagens, menos ousados, menos impetuosos. Cultivamos o equilíbrio que nos irritava outrora. É necessário. Por vezes negamos ideais para que possamos caber no mundo e passamos a compreender Pedro. Tornamo-nos crescidos e corruptíveis, inevitavelmente adulterados. A paixão intimida-se, devemos agradar o capital. De repente percebemos que há muito mais de nossos pais em nós do que, por muito tempo, haverá de nós em nossos filhos. Quem somos? Tratamos de lotar nossas agendas e nossas mentes para que não precisemos pensar nisso nunca mas nos momentos de descuido, quando nos encontramos conosco , fica claro que nem de longe fora esse o plano; à decepção damos outros nomes, pintamos com tintas coloridas e seguimos orgulhosos de nosso único talento plenamente desenvolvido: esquecer os sonhos e compor a matilha. Mudar, requer coragem, audácia ou amor. Alguns tentam, poucos conseguem. Eu amo e insisto. Fecho os olhos em busca da luz. The show must go on.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-4184961695063005066?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/4184961695063005066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=4184961695063005066&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/4184961695063005066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/4184961695063005066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2008/12/passos.html' title='Passos'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-5965213361660473638</id><published>2008-12-05T01:27:00.001-02:00</published><updated>2008-12-17T23:05:28.332-02:00</updated><title type='text'>Gritos</title><content type='html'>Dias longos, noites eternas e o sonho pulsa profundo em meu peito. Não sei esquecer, não sei partir, em cada instante que o amor parece esfacelar-se e penso em parar de sentir vem você e seus olhos raros pedindo para entender que está aqui e não quer partir. Não é simples entender o amor propositalmente ausente, acredito pois acredito em tudo o que há em nós, mas não entendo. Não entendo sua doce habilidade de se esconder e sublimar o sofrimento, não entendo a certeza profunda e inabalável de que estarei aqui todo o tempo. Talvez não entenda porque é você e seu amor fenotipicamente efêmero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-5965213361660473638?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/5965213361660473638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=5965213361660473638&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/5965213361660473638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/5965213361660473638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2008/12/gritos.html' title='Gritos'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-6221466920481218275</id><published>2008-10-22T19:35:00.002-02:00</published><updated>2008-10-22T19:40:21.417-02:00</updated><title type='text'>Neo-clássico pós- moderno</title><content type='html'>Em um momento, nada propício, lembrei-me de Nietszche e seu “amor fati”. Gastamos a vida tentando consertá-la, procurando outra para amarmos, e ela passa. Meteórica e fria, a vida não se importa com nossas buscas. Corre blasé, regada a dry martini, pisoteando com seu salto agulha qualquer espectro dubitavelmente poroso que haja em nós.&lt;br /&gt;Na densa luta por nossos ideais, corremos atrás da glória da discordância. Luta em glória. Lógica platônica. Não somos o que queremos ser, tendemos a ser apenas o contrário do que esperam que sejamos.Ainda que a resistência não se dê de modo efetivo, alimentamo-na dentro de nós, operando em um universo de anarquismo niilista.&lt;br /&gt;Até a lógica existencial se perfaz da distorção subjetiva: engendramos uma existência lacônica sobre prolixas faláceas psicologizadas do ser.&lt;br /&gt;O amor, pobre, amor, perde-se em meio ao redemoinho de lógicas de banca de revistas, que propõe razões para sentir e desfaz sua mais profunda dimensão, que é ser. Um dia ouvi um discurso sobre a grandeza do amor estar em amar-se apesar dos acontecimentos; não, a grandeza do amor está em amar, sem pesares a pesar. O amor extingue pesares, amando tudo são belas verdades reais e não fantasiosos ressentimentos construídos. Se é posta a possibilidade do pensamento sem vírgulas, proponho, aqui, amar sem vírgulas. Não pensar em planos, amar somente. Despudoradamente. O que o outro vai pensar? Se o amor tiver dois pólos, não pensará nada além da beleza de um sentimento inteiro e recíproco. Entretanto, se a dose de reciprocidade for menor, cabe a nós compreender e ponderar a grandeza de nosso próprio sentimento. Pois, se pensarmos em uma cor para o amor, ele deve ser verde, organismo clorofilado, só nos cabe iluminá-lo e ele cuida do resto. O amor é organismo produtor por excelência, é ele, em suas mais variadas formas, que mantém o ritmo do universo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-6221466920481218275?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/6221466920481218275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=6221466920481218275&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/6221466920481218275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/6221466920481218275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2008/10/neo-clssico-ps-moderno.html' title='Neo-clássico pós- moderno'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-8303318502444882739</id><published>2008-10-20T23:04:00.004-02:00</published><updated>2008-12-05T01:36:34.810-02:00</updated><title type='text'>Fragmento inacabado IV</title><content type='html'>Porque tudo o que há em nós perpassa o universo de desejos que nos move. Entre o amor, a felicidade plena, os objetivos práticos e os sonhos impossíveis, está nossa divina alma humana. Um dias desses, uma amiga me disse que eu não estou sozinha quando escrevo. Nunca acreditei nisso, mas os últimos acontecimentos fazem-me entender que é uma explicação cabível. Deve ter muita gente brilhante comigo, disse ela, gente com um delicioso senso de humor, articulada e inteligente, gente que não gosta de dor e só está comigo quando brilho como eles pois não vêem razão para o sofrimento posto que há infinitas possibilidades mais interessantes no universo. Eles sublimam a dor, assim como eu. Diferentemente deles, entretanto, eu sou humana e, às vezes, a dor surge nada sublime, congela nossos ossos, nossos desejos, nossos valores. Por vezes, surge com tanta força que nos resignamos e aceitamos sofrer tudo o que for necessário desde que, após sangrar, acabe, mas, caprichosamente, há dores itinerantes, que nos alimentam e ferem, essas, em geral, vem com o amor, são duas faces da mesma indescritível moeda. Amor prediz sofrimento, mas como seria viver sem ele? Livrar-se da dor e , ao mesmo tempo, dos sonhos? Crer apenas em uma cinza realidade imutável que subjaz qualquer esperança de magnitude? Penso que eu não queira isso, não sou assim, sou intensa, preciso ser para dormir em paz. Tampouco acredito que eles queiram isso de mim. Só preciso equilibrar meu espírito para melhor entendê-los, respirar fundo e respeitar a dimensão colossal desse amor sem o qual falta-me o chão, falta-me o ar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-8303318502444882739?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/8303318502444882739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=8303318502444882739&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/8303318502444882739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/8303318502444882739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2008/10/fragmento-inacabado-iv.html' title='Fragmento inacabado IV'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-8716865361248124672</id><published>2008-09-23T11:36:00.003-03:00</published><updated>2008-12-05T01:25:57.649-02:00</updated><title type='text'>Fragmento inacabado III</title><content type='html'>Penso qual seria a diferença entre inspiração e vontade. O exercício da escrita não depende, necessariamente, de inspiração, mas sinto que falta-me vontade. Aliás, esse pequeno fator que move a humanidade tem me faltado em inúmeros aspectos da minha vida. Não quero escrever porque não tenho nada de bom para dizer e narrar o sofrimento já é temática ultrapassada e esgotada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-8716865361248124672?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/8716865361248124672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=8716865361248124672&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/8716865361248124672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/8716865361248124672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2008/09/fragmento-inacabado-iii.html' title='Fragmento inacabado III'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-4520407783128914766</id><published>2008-09-14T22:54:00.006-03:00</published><updated>2008-09-14T23:20:05.029-03:00</updated><title type='text'>It feels like bossa nova by Jobim</title><content type='html'>Penso em Montevidéu, incrível a aproximação de sentimentos entre mim e o poeta. Por vezes penso que Vinícius escreveu minha vida de forma premonitória e Tom musicou. Aliás, penso que minha vida seja constantemene acompanhada por uma sutil bossa nova: minha alma é antiga.&lt;br /&gt;Lembro-me de outras autorias, de minha primeira bossa nova. Encontro o que sempre quis, para toda minha vida, um elogio inigualável, inacreditável como meus dedos nunca esqueceram esses acordes. É bela a releitura. Profunda a sensibilidade. Certamente o retrato de algum amor indescritível, incompreensível, talvez indizível, poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"The solution to my dilemma&lt;br /&gt;you're my girl from Ipanema&lt;br /&gt;inspiration for my samba in slow motion&lt;br /&gt;you're the top, you're my devotion&lt;br /&gt;my slow motion Bossa Nova dream"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-4520407783128914766?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/4520407783128914766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=4520407783128914766&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/4520407783128914766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/4520407783128914766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2008/09/it-feels-like-bossa-nova-by-jobim.html' title='It feels like bossa nova by Jobim'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-5608174379429455296</id><published>2008-08-19T09:23:00.011-03:00</published><updated>2008-08-22T20:59:08.886-03:00</updated><title type='text'>Divagações inacabadas sobre o amor maior</title><content type='html'>Há algo novo dentro de mim que não sei nomear, tampouco sei entender. É uma enorme certeza da dúvida atrelada ao desejo de pôr à prova o que é dito tão certo e profundo. Sinto-me grandemente só. Nesse momento, talvez encontre certo desconforto na solidão, sensação importante em contexto estrangulador. Penso que sou o que tenho de meu: eu mesma e tudo o que sou capaz de sentir. Meu amor é meu, como o são todos os meus desejos e planos, entretanto, nada têm de meus os objetos de meu sentir. Respiro fundo, concentrando-me em manter minha alma plena da tranquilidade e segurança que aprendi a fingir. Sinto medo, muito medo de perder meu sonho e ter de viver em companhia da certeza de meu pouco valor diante dos olhos e projetos do eterno amado, confio, porém, em sua grandeza de alma e sigo apoiada em nossas verdades. Meu coração treme, minha alma congela, mas já senti tudo isso antes e ele continua aqui, todos os dias, fazendo-me acreditar em seu amor. Por que o faria se fosse falso? Seu mundo prático não precisa nem de minha sombra, pelo contrário, talvez eu venha a desordenar a lógica tão penosamente construída. Mas, e se, à parte a prática ou a lógica, for eu o seu mundo e minhas formas casarem perfeitamente com o contorno dos sonhos dele? E se, no limite dos acontecimentos, tudo o que adoraria desejar é reconhecer-me? Sinto enorme vontade de chorar como criança protegida por seu abraço, assumir meu pavor diante do amor que me foge ao controle, dizer-lhe que não quero saber ser só, quero saber ser sua e sinto sua falta o tempo todo, de modo que, seguidamente, parece que o ar me falta e preciso de sua presença para voltar a respirar. Não lhe digo isso nunca, ao menos, não digo assim, mas queria poder dizer de uma forma que não fosse compreendida como o preço de meu amor, que é inestimável. Queria poder dizer-lhe em palavras exatas que ele é minha vida e todos os meus sonhos e projetos estão em torno do que sou a seu lado, e só consigo compor meu caminho no tempo de seus passos, não há meio termo possível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-5608174379429455296?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/5608174379429455296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=5608174379429455296&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/5608174379429455296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/5608174379429455296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2008/08/divagaes-inacabadas-sobre-o-amor-maior.html' title='Divagações inacabadas sobre o amor maior'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-4582651860870212888</id><published>2008-08-08T18:26:00.003-03:00</published><updated>2008-12-05T01:25:20.172-02:00</updated><title type='text'>Fragmento inacabado II</title><content type='html'>Quando o universo torna-se pequeno frente a presença grandiosa de quem desejamos ser, a lua projeta sombras esquálidas de desejos antes únicos e imprescindíveis. Passamos a ver-nos fortes, completos e indestrutíveis, presença do que desejamos ser, faz o que somos andar com o que temos e o mundo se perpetua intensamente possível. O cotidiano adquire tons e dimensões só encontradas no primeiro minuto da aurora.O universo conspira a favor da imensidão azul que envolve tudo o que há de suave e belo. Nada se perde, tudo se multiplica e retorna ao cerne do que desejamos ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-4582651860870212888?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/4582651860870212888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=4582651860870212888&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/4582651860870212888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/4582651860870212888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2008/08/fragmento-inacabado-ii.html' title='Fragmento inacabado II'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-215358456799543302</id><published>2008-07-29T18:59:00.011-03:00</published><updated>2009-08-14T19:26:09.248-03:00</updated><title type='text'>Fixação púrpura</title><content type='html'>Hoje, preparando o jantar, imersa em pensamentos gastro-literários, encontrei uma personagem que me levou a indagar qual fora o mote cantado aos deuses, em sua forma una ou plural, no momento da criação do mundo. Lá estava ele, espantando-se com minha pueril atenção dispensada a beleza tão cotidianamente esquecida. Lá estava ele, do cerne de sua púrpura existência, envaidecendo-se com o olhar de desejo da jovem dona de casa de avental vermelho. Lá estava ele, empalidecendo diante dos movimentos ameaçadores daquela mulher, que queria parti-lo, aquecê-lo, degluti-lo. Lá estava ele, feito em tantos pedaços, que não mais sabia se fora algo antes de cair no agudo fio daquela navalha em unhas vermelhas. Lá estava ele, afogado nas angústias dela, mergulhado em um calor desconhecido de seus genes antociânicos. Lá esteva ele, vendo seu sangue azul escorrer por aqueles longos dedos de mulher. Lá estava ele, partido, entregue a seus caprichos apimentados. Lá estava ele, exposto ao paladar de outros. Lá estava ele, observando o prazer nos olhos dela. Lá estava ele, repolho roxo, tão belo a meus olhos de poeta que, seguindo a lógica do socialismo biológico, não poderia, de fato, ser aprazível a meu fino paladar linguístico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-215358456799543302?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/215358456799543302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=215358456799543302&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/215358456799543302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/215358456799543302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2008/07/descoberta-do-belo-ser-provado.html' title='Fixação púrpura'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-3393610115013763980</id><published>2008-07-24T00:58:00.013-03:00</published><updated>2008-08-22T20:56:03.276-03:00</updated><title type='text'>A complexa explanação do óbvio</title><content type='html'>Daria meu reino por saber como traduzir a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;infinitude&lt;/span&gt; de pensamentos que há dentro de mim. Trocaria alguns de meus dias para compreender o que faz o sangue correr em minhas veias, o que instiga as sinapses entre meus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;dendritos&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;axônios&lt;/span&gt; . Premiaria com três noites no Hôtel &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Costes&lt;/span&gt; qualquer um que pudesse explicar porque o amor teve de ser tão grande e estrondoso. Ressuscitaria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Billie&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Holliday&lt;/span&gt; e Dolores &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Duran&lt;/span&gt; para uma profunda conversa sobre os sentidos da dor, regada a whisky sob a aura de fumaça das divas. Convidaria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Mr&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Hancock&lt;/span&gt; e seu chegado, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Mr&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Gautama,&lt;/span&gt; para uma simpática conversa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;descompromissada&lt;/span&gt; sobre seus ofícios. Ficaria só com você ouvindo o mar e contando estrelas às 10 da manhã. Ficaria só por você. Mergulharia em uma multidão para encontrá-lo entre tantos, encontrar-lhe-ia, entretanto. Deixaria de ver pela lembrança de seu olhar. Viveria surda para todos os sons, por ouvir infinitamente sua voz em meu ouvido. Juntaria James Brown e Jorge &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Ben&lt;/span&gt; sem o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Jor&lt;/span&gt; para nos fazer dançar. Traria Vinicius para me ensinar só a pensar e sentir, sem tentar entender, deixando à poesia as palavras. Dançaria salsa em Cuba para causar-lhe ciúmes. Correria o Central Park de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Manolo&lt;/span&gt; com solas virgens para dizer que o amo por todos os cantos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Manhattan&lt;/span&gt;. Ofereceria a você, mil vezes, o verde mar do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Embaú&lt;/span&gt;, mais belo que todo o Pacífico. O ápice do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Embaú&lt;/span&gt; de altitude, seria o ponto de partida para nossos sonhos. Seriam suas todas as minhas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;idéias&lt;/span&gt; e desejos, ouviria cada um dos seus, permitiria, porém, sempre que seus olhos pedissem, que a casa se enchesse de nosso silêncio cúmplice. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Far&lt;/span&gt;-lhe-ia entender que só poderia ser por mim seu primeiro sorriso sob o sol e o noturno peso de seus olhos. Seus sonhos serão sempre meus. Meus sonhos serão sempre seus. Somos nós, é você, sou eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-3393610115013763980?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/3393610115013763980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=3393610115013763980&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3393610115013763980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3393610115013763980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2008/07/complexa-explanao-do-bvio.html' title='A complexa explanação do óbvio'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-3477919998954153036</id><published>2008-07-08T15:52:00.005-03:00</published><updated>2009-08-14T19:30:15.982-03:00</updated><title type='text'>Special thanks to myself</title><content type='html'>Tudo acontece porque estou aqui e é essa pessoa que gosto de ser. As &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;idéias&lt;/span&gt; existiram sempre, estavam apenas guardadas, sem razão para vir ao mundo, a doce lembrança do que gosto de ser fez com que as resgatasse e as trouxesse à luz, algumas delas ao menos; outras, ainda prematuras, continuam na gaveta - era mais romântica a época em que escritores de gaveta realmente as utilizavam- e outras tantas, talvez já prontas, correm aí pelo mundo querendo ser encontradas. Todos os dias, relembro a lição que certa manhã recebi de mim, como a pessoa que gosto de ser, e concentro-me em pensar sem vírgulas, o resultado é estrondoso, embora exija um certo controle de foco ainda a ser aprimorado. Todos os dias, busco &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;idéias&lt;/span&gt; no infinito, soluções no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;cotidiano&lt;/span&gt;. Entretanto, nem todos os dias são fáceis e as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;soluções&lt;/span&gt;, muitas vezes, pulverizam-se e não as enxergamos. Aprendi sobre mim que tenho falhas a corrigir, mas estas aliam-se a grandes qualidades que aprecio e reconheço: sou divinamente humana. Gosto de olhar no espelho e descobrir-me como sou. Declaro meu amor a mim, à pessoa que gosto de ser, e é a ela, à pessoa que gosto de ser, que devo toda a minha inspiração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-3477919998954153036?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/3477919998954153036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=3477919998954153036&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3477919998954153036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3477919998954153036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2008/07/by-myself.html' title='Special thanks to myself'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-3905302034855008497</id><published>2008-07-08T15:46:00.003-03:00</published><updated>2009-08-14T19:34:38.670-03:00</updated><title type='text'>Provocações pós- modernas</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;                                                                                 &lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Narcisismo: forma inédita de apatia  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;feita da  sensação epidérmica ao mundo e, ao mesmo tempo, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                                                                                          de indiferença profunda em relação a ele.” ( G. Lipovetsky)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta-feira, dezenove horas. Ela salva seus arquivos, repassa a agenda, desliga o computador, sai em direção ao elevador, uma parada no toalete, confere sua aparência no espelho: sim, estava bem, aquele modelo de saia cai sempre bem em seu corpo. Despede-se de algumas pessoas sem nome. Chegando à garagem, entra em seu carro, ajeita o espelho, mais uma olhada em sua imagem, liga o rádio e parte para o trânsito. Em meio a uma multidão de veículos, ela é uma notável anônima, como tantas outras vidas tão importantes que cruzam a sua na via expressa.&lt;br /&gt;O celular toca, ela ativa o viva-voz, entende o risco de dirigir segurando o telefone, havia marcado o jantar com uma velha amiga, conheceram-se na faculdade, ambas com sólidas aspirações profissionais, porém também mulheres, bonitas, cultas, sensíveis,  tornarem-se amigas, afinal, era dificílimo encontrar pessoas com tantas qualidades, deveriam ter jantado juntas na segunda, mas ela teve uma reunião, remarcaram para hoje, entretanto, agora é a velha amiga quem está presa em um projeto enorme. Não havia problema algum, marcariam para outro dia, próxima semana, sabia que aos fins de semana a velha amiga tinha os filhos, o casamento,  ela ficaria torcendo para que tudo desse certo.&lt;br /&gt;Seguir para casa. Teria de providenciar algo para jantar, avisara a empregada que não jantaria em casa. Ela ainda lembra que em um passado não muito distante, adorava chegar em casa após o trabalho e cozinhar para o marido, mas agora ele não estava mais lá, recebera uma proposta irrecusável de trabalho no exterior, ela não podia abrir mão de sua carreira promissora: ficou, ele partiu. Não faria sentido ambos distantes e sozinhos, veriam outras pessoas, até o divórcio, pensariam. Ela ainda gostava muito de culinária, mas era triste cozinhar para ninguém, até porque ela era uma profissional bem conceituada, bem remunerada, poderia admirar a culinária dos melhores restaurantes do mundo, não havia razão alguma para pensar em ficar com cheiro de cebola nas mãos para fazer o jantar para a família todos os dias. Aliás, a família implicaria filhos, filhos implicariam seu corpo deformado, gordo, cheio de marcas, depois nunca mais haveria privacidade, individualidade, a vida dela jamais seria só dela, teria de dividir amor, espaço, alegria. Não, ela era uma executiva de sucesso, não havia espaço para tais banalidades em sua vida.&lt;br /&gt;Pára o carro diante do belo edifício, o carro é identificado, abre-se o portão. Há mais pessoas aguardando o elevador, ela diz boa noite: não os conhece, não a conhecem. Em seu confortável e silencioso apartamento, um banho demorado, após um dia produtivo de trabalho. Comida japonesa delivery, uma taça de vinho, um pouco de televisão,música, um bom livro, uma olhada na agenda do dia seguinte: absolutamente repleta de reuniões importantíssimas entre as  10 e as 19, o restante do tempo, preenchido por compromissos inventados e pintados como imprescindíveis, ainda sobrando no final da noite, quando as luzes do mundo começam a se apagar e as resoluções importantes não tem cabimento, tempo para uma profunda solidão infinita, plena de si mesma. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-3905302034855008497?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/3905302034855008497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=3905302034855008497&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3905302034855008497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3905302034855008497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2008/07/provocaes-ps-modernas.html' title='Provocações pós- modernas'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-1517997449121544623</id><published>2008-07-08T15:40:00.000-03:00</published><updated>2008-07-08T15:41:59.360-03:00</updated><title type='text'>Grey shoes</title><content type='html'>Quero um par de sapatos cinzas para o dia de meus anos. Preciso de sapatos cinzas que combinem com o belo vestido que ganhei de minha mãe. Ele me acompanha a busca dos sapatos cinzas. Encontraremos todos os nossos amigos em um lugar interessante e divertido. Meus pais também vão. Gostaria de organizar um jantar regado a vinho branco para eles todos, mas ficaria mais complicado, dinheiro, desordem, não teremos tempo, o bar é mais prático. Concordo , mas quero um par de sapatos. Ele vai comigo. Penso que, talvez, seja isso o casamento. Ele não quer efetivamente passar uma bela tarde de sol em um feriado procurando sapatos, menos ainda sapatos cinzas, menos ainda sabendo que, para combinar com o vestido estranho que minha mãe me deu, há um par de sapatos roxos em meu armário onde não cabe mais nenhum par de sapatos. Ele sabe disso porque eu disse que havia sapatos roxos, outra cor pouco ortodoxa para sapatos, eu jamais reclamei a falta de espaço em meu armário.Ele tem sapatos pretos, marrons e beges, uns dez pares, usa quatro, os outros estão meio ralados, entendo a incompreensão de minha necessidade de sapatos cinzas, roxos, verdes, prateados, dourados, amarelos, vermelhos, envernizados, muitos dos quais possivelmente serão usados apenas uma vez.  Mas ele vai comigo. Procura os sapatos que não existem no mundo real, como tudo o que eu busco. Ele está a meu lado. Seria isso o amor? Gastar seu dia procurando algo de que você não precisa e sabe que, efetivamente, o outro também não precisa e, correndo de encontro ao pensamento minimamente racional, sabe que há uma chance em mil de encontrar? Sei que a paixão não é isso. Apaixonados, nunca pensamos que não precisamos do que o outro quer, muito menos achamos que não é estritamente necessário a ele. Apaixonados, acreditamos que tudo o que o outro pensa ou deseja é pleno, irretocável e indiscutível. Ele já pensou assim, já agiu assim, já foi apaixonado, apenas. O amor é diferente. Amando, conseguimos aceitar as atitudes e decisões do outro mesmo que discordemos delas. Conseguimos participar das coisas importantes para o outro, mesmo que aquilo nada signifique para nós e, mesmo distantes, partilhamos nossos mundos. Quando amamos, desgostamos de infinitas coisas e, ainda assim, entendemos. Por amor, passamos tardes buscando sapatos cinzas e uma eternidade desejando as melhores coisas do mundo a ele, a mim. E fazemos nosso os nossos sonhos, dedicamos a ele, nossos projetos. Aceitamos, acreditamos e lutamos por doses de felicidade, ao menos diárias. Por todos os dias de nossa vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-1517997449121544623?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/1517997449121544623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=1517997449121544623&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/1517997449121544623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/1517997449121544623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2008/07/grey-shoes.html' title='Grey shoes'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-6830525554082183752</id><published>2008-06-04T19:06:00.006-03:00</published><updated>2008-07-08T16:32:11.141-03:00</updated><title type='text'>A sublime razão do caos</title><content type='html'>Agora, como sempre, sinto saudades presas a lógica ridícula do amor: perco o que não tenho e recupero o que nunca ganhei mas, ainda assim, reservo-me o direito de possuir. Não preciso pensar muito para concluir que nada tenho de meu a não ser desejos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;idéias&lt;/span&gt; e aspirações. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Projetos&lt;/span&gt;. Pilhas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;subjetivas&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;projetos&lt;/span&gt; inacabados sem começo. Procuro entre minhas posses bens de terceiros e encontro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;projetos&lt;/span&gt; em andamento, com outros nomes. Separo a vida em alguns pares de esferas coloridas e gasto tempo equilibrando-as, não posso soltar as mãos. Derrubá-las implica coragem de correr &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;atrás&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;roliças&lt;/span&gt; estruturas fugitivas, outros me olhariam, não quero que me olhem. Quero profundamente ser notável &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;anônima&lt;/span&gt;.As pessoas me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;entediam&lt;/span&gt;, não quero falar, faculdade hipócrita mal distribuída a tantos que não tem o que dizer. Há poucos minutos, quis chorar, mas não encontrei meu bem perdido e não chorei, mesmo querendo. Não posso chorar sabendo que o que tenho está por aí, pertencendo a quem não sou eu. Escuto passos, escuto tudo. Nesse instante escuto o som de meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;objeto&lt;/span&gt; perdido, escuto ou crio, nunca compreendo a distinção. Quero anunciar o desaparecimento de um bem inestimável. Chamar a polícia e a imprensa.Quero desesperar-me diante dos que me são caros. Quero incomodar o mundo com meu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;destemperado&lt;/span&gt; surto. Nada faço frente a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;idéia&lt;/span&gt; de querer. Quero encontrar minha jóia, por isso nos temos, o encontro real, propõe perda possível, não encontro, não perco. Quero ainda chorar. guardarei todas as lágrimas para meu amuleto e seu retorno intacto. Perco-me pois tenho a mim, o reencontro, porém, se dá poucos passos a diante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-6830525554082183752?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/6830525554082183752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=6830525554082183752&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/6830525554082183752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/6830525554082183752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2008/06/sublime-razo-do-caos.html' title='A sublime razão do caos'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-1544308454334931414</id><published>2008-05-15T13:27:00.004-03:00</published><updated>2009-03-20T01:04:56.793-03:00</updated><title type='text'>Fragmento inacabado I</title><content type='html'>Num átimo, eclode o que há tempos mantinha escondido no peito, sob a roupagem de coragem, de desapego. Ela não precisa de muito, pois esforça-se para se resolver, mas ali, naquele acontecimento tão incrivelmente banal, percebeu que pouco, quando faz-se no mundo, arrisca se tornar nada facilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela arriscou, não sabe ser diferente. Não sabe dever pois entende-se livre, por isso não pede. Certamente seguirá assim, frustrar-se-a em alguns momentos, mas passa. Enquanto isso, mantém-se plena de uma individualidade supra- racional que a conduz a uma existência ímpar onde as afetações externas são poucas, mas são.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-1544308454334931414?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/1544308454334931414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=1544308454334931414&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/1544308454334931414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/1544308454334931414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2008/05/fragmento-inacabado-i.html' title='Fragmento inacabado I'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-3994108960335986624</id><published>2008-03-27T01:20:00.001-03:00</published><updated>2008-03-27T01:22:57.428-03:00</updated><title type='text'>Por hora, após milhares delas</title><content type='html'>Tudo está acontecendo em velocidade meteórica. Fico pensando, claro que a cada trinta segundos penso uma coisa diferente, mas nesses exatos trinta segundos penso se não é o universo conspirando a meu favor. Não podemos dosar as reações dos outros pelas nossas, tampouco podemos medir o amor que nos é oferecido pelo que temos a oferecer. Será que não é comodista demais achar que qualquer amor serve? Será que acredito, realmente, em um amor que machuca, prende, limita, duvida? Será que um amor que tolhe é mesmo amor? É amor aquele que acusa? Talvez a questão não seja nem mesmo ser ou não isso amor. Talvez até o seja de alguma forma, para alguém. Mas será esse o tipo de amor que quero para mim? Sei que não é dessa forma que amo. Sei que meu amor sempre existiu apesar de tudo. E isso não implica amar com pesares, é só amar. Perdoar, entender, ou mesmo sublimar e não tentar entender. Talvez esteja errado, mas é assim que sou e é assim que sei ser. Posso me ferir por isso, claro, mas nada me mata porque sei que mesmo ali, onde a dor se instala, o amor é maior e será sempre. Talvez seja o universo dizendo: ei, você é maior que isso! Talvez seja meu coração cansado gritando: eu mereço mais que isso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-3994108960335986624?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3994108960335986624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3994108960335986624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2008/03/por-hora-aps-milhares-delas.html' title='Por hora, após milhares delas'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-2216678947907104357</id><published>2007-06-18T18:24:00.000-03:00</published><updated>2007-06-18T18:26:26.541-03:00</updated><title type='text'>Valsa Brasileira</title><content type='html'>(Certas canções fazem bem pra alma)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivia a te buscar&lt;br /&gt;porque pensando em ti corria contra o tempo&lt;br /&gt;Eu descartava os dias em que não te vi&lt;br /&gt;como de um filme a ação que não valeu&lt;br /&gt;Rodava as horas pra trás, roubava um pouquinho&lt;br /&gt;E ajeitava o meu caminho pra encostar no teu&lt;br /&gt;Subia na montanha não como anda um corpo&lt;br /&gt;Mas um sentimento&lt;br /&gt;Eu surpreendia o sol antes do sol raiar&lt;br /&gt;Saltava as noites sem me refazer&lt;br /&gt;E pela porta de trás da casa vazia&lt;br /&gt;Eu ingressaria e te veria confusa por me ver&lt;br /&gt;Chegando assim mil dias antes de te conhecer&lt;br /&gt;(Edu Lobo e Chico Buarque)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-2216678947907104357?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/2216678947907104357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/2216678947907104357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2007/06/valsa-brasileira.html' title='Valsa Brasileira'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-4154744720865570868</id><published>2007-06-01T12:17:00.000-03:00</published><updated>2007-06-04T11:36:47.211-03:00</updated><title type='text'>Ensaio sobre a lógica da dor</title><content type='html'>Se doer, respire fundo. Carregue&lt;br /&gt;a dor para longe do mundo.Feche&lt;br /&gt;a porta, apague a luz. Feche&lt;br /&gt;os olhos e desespere&lt;br /&gt;em solidão até vê-la&lt;br /&gt;partindo inteira.Quando ela vai&lt;br /&gt;fica um vazio e por isso levante-se&lt;br /&gt;e volte pro mundo, a procura&lt;br /&gt;de uma nova dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se for dor daquelas que quebra,&lt;br /&gt;Derruba, estraçalha;&lt;br /&gt;Nesse caso, levante-se primeiro.&lt;br /&gt;Encare o mundo.&lt;br /&gt;Recolha os pedaços pois são todos seus.&lt;br /&gt;Só então feche a porta mas, com as luzes acesas&lt;br /&gt;E os olhos abertos,&lt;br /&gt;Reúna os pedaços, reconstrua, reconstrua-se,&lt;br /&gt;Ainda que as emendas fiquem visíveis.&lt;br /&gt;Só então desespere, moderadamente, entretanto,&lt;br /&gt;Porque essa dor, não vai embora.&lt;br /&gt;Não trará vazio nem procura.&lt;br /&gt;Doerá aguda em cada marca.&lt;br /&gt;Reabrirá, todo dia, cada cicatriz.&lt;br /&gt;E tornaremos a fechá-las.&lt;br /&gt;Lutaremos contra ela, incansáveis.&lt;br /&gt;Fiéis inimigos, recontruiremos nossa fé.&lt;br /&gt;Ela não vencerá nem será vencida,&lt;br /&gt;Mas incorporada ao que somos nós.&lt;br /&gt;Deixará de ser dor, tornar-se-á qualquer coisa&lt;br /&gt;de tristeza profunda, escondida.&lt;br /&gt;E seguiremos com ela,tolerantes, compreensivos,&lt;br /&gt;Aguardando, porém, o momento perfeito para abandoná-la&lt;br /&gt;Perdida em um canto qualquer, anulada de existência.&lt;br /&gt;Seremos, agora, amigos, grandes amigos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Absolutamente infiéis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-4154744720865570868?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/4154744720865570868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=4154744720865570868&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/4154744720865570868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/4154744720865570868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2007/06/ensaio-sobre-lgica-da-dor.html' title='Ensaio sobre a lógica da dor'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-5935070693423619799</id><published>2007-06-01T11:47:00.000-03:00</published><updated>2007-06-01T11:48:49.439-03:00</updated><title type='text'>Abstrações de binóculo</title><content type='html'>E, como já queria supor, o medo se apresenta em sua face oculta, lua azul, redesenhando o que há de sonho ou realidade onírica. Era aguardada sua chegada, talvez não pra já, talvez não pra ontem, talvez não assim apresentado em suspensão, com tanta classe. Medo propondo brincadeira; não fará a brincadeira; já está a brincar, eu sei, eu vejo, não sinto porque não quero.Peculiaridade tragicômica controlar o sentir e não deter a razão. Nada culpo senão a mim. Entendo tudo, entendo tanto, mas pouco tem me servido tamanha compreensão se a dor é a mesma, implacável em sua duração centesimal. Recentemente adquiri um hábito bastante infeliz de prever a dor a ser doída, talvez apenas algo Fernando Pessoa: ser fingidor; "só as que ele não tem", as que ela não tem, ela não tem dor alguma, mas precisa um pouco delas. Talvez ela não sinta dor porque nada sente que seja real, e se seu coração for só fantoche da razão? E se ela for invenção de si mesma? Ora, todos somos nossas invenções, mas e se ela acreditava não ser e é? E se ela acreditava realmente existir? E o Medo? Ela também pensava que ele era bom, mas quem disse que não é? E os olhos profundos, infinitos? Mas porque o silêncio na despedida? Seria a certeza da volta ou da partida? Estaria ele levando o que de sua alma tinha deixado com ela ou apenas indo até ali pra voltar logo? Aliás, será que isso importa? Importa pra quem? Por que tentar entender quando os olhos são profundos? Acredito em Leminski, o olhar é longo quando não estamos pelo avesso, o olhar era eterno, eu sei, ela me contou, então era o lado direito, só podia ser. Ela acreditava nele porque sentia, não pensava.E se ela fosse ( o que de certo é) diferente de mim e fosse o coração incontrolável manipulador da mente? E se o Medo tivesse outro nome? E se ele estiver voltando, se só foi até ali resolver alguma coisinha em sua vida inteira e bastou virar as costas para ela se pôr a duvidar de tudo? Não culparia o Medo se ele nunca mais quisesse voltar diante de tamanha desconfiança, não culpo o Medo nunca. Também não culpo a ela. Nada culpo senão a mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-5935070693423619799?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/5935070693423619799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=5935070693423619799&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/5935070693423619799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/5935070693423619799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2007/06/abstraes-de-binculo_01.html' title='Abstrações de binóculo'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-6929104368261937398</id><published>2007-06-01T11:21:00.000-03:00</published><updated>2007-06-01T11:45:21.580-03:00</updated><title type='text'>Verborragia cotidiana em um tranquilo domingo caótico</title><content type='html'>Manhã de domingo. Lá fora, todo frio de São Paulo. Correr? Agora? Afundo ainda mais no edredon. Boa sorte. Viro pro lado, mas é tarde pra tentar dormir de novo, meu talento especial pra encontrar objetos perdidos (ou apenas guardados) é solicitado. Meu marido parte pra corrida, eu parto para um café, sem leite e sem açúcar, aliás, sem pão e sem graça, carboidrato só na terça, maldita dieta. Vou pra sala, ligo o computador, Graciliano Ramos. Eu já sei um pouco sobre ele e suas Vidas Secas, e também fascina-me a cachorrinha Baleia, mas meu aluno ainda não, então vamos lá.Uma página, uma única página, milhares de idéias e uma mísera página, mas quem disse que elas querem vir pro mundo? Ligo a TV, desligo a TV, ligo e desligo o som, passa-se um par de horas... nada. Pior que não saber o que escrever é não conseguir escrever o que se sabe. Resolvo dar um tempo e respeitar o timing das minhas idéias. Lavo a louça do café, arrumo a cama... concluo que o melhor é começar de novo. Tudo muda após um banho escaldante. Espelho, engordei, um único deslize nessa dieta insana... devia ter ido correr. Olho o shampoo da promoção, meu cabelo nunca foi muito amigo de produtos promocionais, mas há momentos em que é melhor aceitar o caro barato do que comprar a briga, só hoje, mais tarde resolvo. Vou ao espelho e vejo meus olhos ainda inchados pela noite longa de sono profundo e idéias oníricas e barulhentas, não importa, lentes de contato. Decido deixar de lado o moletom confortável e opto por algo menos macio, talvez o conforto da roupa contribua para que as idéias não saiam pro mundo. Encontro a roupa menos confortável, está amassada. Será que Levi Strauss passava suas roupas antes de ir pro caldeirão? Descubro que a roupa menos confortável que já não está mais amassada está larga, a dieta está funcionando. Meu cabelo... em meia hora verei os efeitos do shampoo promocional. Agora, outro café e Graciliano... mas meu marido chega com vídeo clipes bizarros, We’re the world e as vidas secas esperam de novo. Fim, voltemos ao realismo.&lt;br /&gt;Volto ao computador, pego meu café, ligo o som, e começo de novo. Penso em tantas coisas ainda, que é difícil me concentrar na cachorra de Fabiano, só uma página, já escrevi dezenas sobre isso, por que uma está sendo tão difícil? E ainda tem a Alice, o Gato, o Chapeleiro... as idéias estavam prontas mas se perdiam na ponta dos dedos. Vamos almoçar, não é que todo mundo teve a mesma idéia? Prometo pra mim mesma nunca mais pisar em uma praça de alimentação de shopping center, mas ontem disse a mesma coisa e cá estamos nós: eu,meu grelhado e minha salada sem crouton procurando uma mesa. Mais um café e invento querer um vestido daqueles que só existem na minha imaginação e meu marido adora porque sabe que não encontrarei nesse mundo. Vou embora sem o vestido. Supermercado, a melhor opção possível vem da terra de seu George, abstraio de questões da política externa e sigo as compras. De volta pra casa e pra Graciliano, agora não tem mais jeito. Ouço apresentadores dominicais na TV, demais pra mim, mudo de lugar, respiro e consigo algo, desorganizado, mas ali está, amanhã ajeito. Missão quase cumprida. Agora só preciso esperar ansiosamente o fim do domingo, há tanto a ser feito, dito, escutado na segunda-feira. Espirro essa crônica pela ponta dos dedos e penso em dormir, amanhã ajeito essa também, penso em mais um punhado de coisas que não consigo silenciar e sei que vou dormir pensando, acordar pensando, sei que amanhã é outro dia ... e ainda estarei pensando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-6929104368261937398?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/6929104368261937398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=6929104368261937398&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/6929104368261937398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/6929104368261937398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2007/06/verborragia-domical.html' title='Verborragia cotidiana em um tranquilo domingo caótico'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-6162157483131880461</id><published>2007-06-01T09:47:00.001-03:00</published><updated>2007-06-01T13:20:48.441-03:00</updated><title type='text'>Eram lá percalços seus...</title><content type='html'>Quinta-feira, 08 de março de 2007. Dia Internacional da Mulher. Data de comemorações extremamente discutíveis no que toca a tão clamada igualdade entre os sexos. Data também da visita do ilustríssimo presidente norte- americano George W. Bush a terras tupiniquins, ou tupinambás, ou qualquer outra denominação aleatória derivada do tronco tupi (1).&lt;br /&gt;Mas o que me leva a escrever neste dia de tanta algazarra política, social, cultural, ambiental (vide Greenpeace no monumento do Ibirapuera) tem um fundo muito mais humano e muito menos humanitário, palavra da moda.&lt;br /&gt;Egoísta e comodamente instalada em meu pequeno mundo paralelo, um tanto Exupéry, observo toda essa agitação, inconcebível para minha alma de poeta, e pego-me pensando no exímio talento do ser humano de culpar outros por seus percalços. Sim, eu também inflo a massa das vítimas em potencial. Hoje mesmo, ao demorar 80 minutos para chegar a universidade, presa no trânsito já sabidamente caótico da “megalópole frenética”(2) culpei o tal chefe de estado, e também o nosso e todos os outros por serem chefes de estado, culpei motoristas de viaturas policiais, culpei os que culpavam o presidente ianque e os que nem sabiam dele, culpei as mulheres desse tal dia internacional, culpei aquelas que queimaram soutiens e obrigavam-me hoje a não estar em casa cozinhando, mas no trânsito correndo atrás de meu lugar ao sol, horas mais tarde vim a saber por um amigo que mulheres grávida também tiveram culpa, culpei burgueses e flagelados, afinal, tive bastante tempo pra isso. Em dado momento, quando o trânsito andou e o vento me fez despertar de meu surto dêitico (aproveitemos São Paulo, abençoado lugar onde, com uma boa dose de sorte, ainda podemos andar de vidros abertos em 5 ou 6 vias rápidas) constatei que, sabendo da possibilidade de algum caos, eu mesma poderia hoje ter-me antecipado na saída assegurando minha pontualidade. Mas claro que ao justificar o atraso, larguei mão do “mea culpa” e culpei todos os supostos culpados e quantos não estariam nessa hora culpando a mim, de forma mais ou menos abrangente, por algum motivo?&lt;br /&gt;Humanos: se sofremos por um amor que, por mais que tenhamos insistido, não nos quis, a culpa não é nossa que não demos paz nem pra nós mesmos , nem pra pobre criatura, mas sim do ser ingrato que nos feriu tão profundamente.&lt;br /&gt;Uma queda profissional dificilmente é motivada por nossa própria incompetência ou descaso e, sim, por aquele chefe ou colega fascínora.&lt;br /&gt;Exemplos comuns que há aos baldes em qualquer canto de nossa vida e existirão sempre, como se fosse uma reação inerente a espécie humana. Nós todos, continuaremos culpando muitos e sendo culpados por outros tantos por motivos muitas vezes desconhecidos pelos algozes mas que poderiam ser complicadíssimos para a vítima, não fosse ela uma pobre vítima.&lt;br /&gt;Culpar segue sendo uma boa desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) referência aos ensinamentos do mestre Eduardo de Almeida Navarro. Em tempo: mestre, aqui, não é título, é admiração; ele é livre-docente.&lt;br /&gt;(2)expressão encontrada em Leonardo Leon, poeta neo-beatnik, cuja literatura chegou a mim na adolescência pelas mão de Patrícia Tavares, hoje historiadora ou cientista social, não sei ao certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-6162157483131880461?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/6162157483131880461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=6162157483131880461&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/6162157483131880461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/6162157483131880461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2007/06/eram-l-percalos-seus.html' title='Eram lá percalços seus...'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-3138598800892823767</id><published>2007-05-18T19:19:00.000-03:00</published><updated>2007-05-18T19:20:05.413-03:00</updated><title type='text'>P.S.</title><content type='html'>Descobri que Billie Holiday acalma o silêncio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-3138598800892823767?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/3138598800892823767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=3138598800892823767&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3138598800892823767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3138598800892823767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2007/05/ps.html' title='P.S.'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-187757662325902885</id><published>2007-05-18T14:11:00.000-03:00</published><updated>2007-05-21T18:23:08.665-03:00</updated><title type='text'>Poetas de um mundo caduco</title><content type='html'>Há momentos em que simplesmente não existem palavras. Não que não as encontremos, elas não existem complexas o suficiente para descrever o que sentimos. Talvez seja essa mais uma das inúmeras funções da linguagem: permitir que sintamos até certo ponto, até onde as palavras consigam chegar. Mas e quanto aos que teimam ser poetas ou, mais que isso, teimam ter alma de poeta? Desses, a tal linguagem não dá conta. Deles, ela é amante, a eles, se doa inteira. Assim, brincam com ela, trapaceiam-na, tomam um milhão de palavras para descrever um minuto e uma única para toda a vida, dão voltas no tempo, dão voltas neles mesmos, por luxo, prazer ou por aversão ao caminho mais curto. Dos que tem poesia na alma, poesia transborda, toma-nos de assalto, invade e faz chorar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-187757662325902885?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/187757662325902885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=187757662325902885&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/187757662325902885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/187757662325902885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2007/05/poetas-de-um-mundo-caduco.html' title='Poetas de um mundo caduco'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-3099756562060325540</id><published>2007-05-16T16:22:00.000-03:00</published><updated>2007-05-16T16:23:08.974-03:00</updated><title type='text'>Deleuze para Aquino</title><content type='html'>Preciso de férias em Paris. Preciso ir a Paris porque sou livre para não ir a Paris, ir a Paris porque é necessário ir a Paris é para os tolos que imaginam que precisam ir a Paris. Não preciso de Paris, aliás, que bobagem Paris! Mas eu vou a Paris, não para dizer que eu já fui a Paris, não, vou porque sou independente, moderna, bela e criativa, como Paris. Lá há luz e todos são livres, eu sou livre para não ir a Paris por isso, e só por isso, preciso ir a Paris.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-3099756562060325540?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/3099756562060325540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=3099756562060325540&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3099756562060325540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/3099756562060325540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2007/05/deleuze-para-aquino.html' title='Deleuze para Aquino'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-2064156189316409235</id><published>2007-05-16T16:08:00.000-03:00</published><updated>2007-05-16T16:11:47.130-03:00</updated><title type='text'>Física - humana, poética - Exata</title><content type='html'>Tudo o que nos cerca depende de um referencial.Talvez a Física, ciência exata, seja a mais humana delas. Ou o reflexo do ser humano seja exato.Cada sensação que podemos ter sobre o mundo, depende do que vemos em nós mesmos. Fenômenos da Óptica na vida cotidiana. Meios turvos ou translúcidos. Convergências, divergências...Toda a lógica do mundo se encaixa no que há de humano, como a realidade se funde ao sonho compondo projeções oníricas da vida. Os dias de sol ou chuva, são realtivamente belos e depressivos, dependem do que nós somos em cada momento.Momento... novamente o tempo, esse caso sério... espero conseguir compreendê-lo algum dia, espero que ele me entenda... na verdade não espero, pois ele passa e eu acabo não percebendo e o perco, pois esse cavalheiro nunca volta.&lt;br /&gt;Aliás, dois ilustres cavalheiros compuseram, Aldir Blanc e Cristóvão Bastos, e a voz de Nana, que além de mulher tem o sobrenome Caymmi, eternizou. É isso aí, meu Senhor....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta ao Tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batidas na porta da frente é o tempo&lt;br /&gt;Eu bebo um pouquinho pra ter argumento&lt;br /&gt;Mas fico sem jeito, calado, ele ri&lt;br /&gt;Ele zomba do quanto eu chorei&lt;br /&gt;Porque sabe passar e eu não sei&lt;br /&gt;Um dia azul de verão, sinto o vento&lt;br /&gt;Há folhas no meu coração é o tempo&lt;br /&gt;Recordo um amor que perdi, ele ri&lt;br /&gt;Diz que somos iguais, se eu notei&lt;br /&gt;Pois não sabe ficar e eu também não sei&lt;br /&gt;E gira em volta de mim, sussurra que apaga os caminhos&lt;br /&gt;Que amores terminam no escuro sozinhos&lt;br /&gt;Respondo que ele aprisiona, eu liberto&lt;br /&gt;Que ele adormece as paixões, eu desperto&lt;br /&gt;E o tempo se rói com inveja de mim&lt;br /&gt;Me vigia querendo aprender&lt;br /&gt;Como eu morro de amor pra tentar reviver&lt;br /&gt;No fundo é uma eterna criança que não soube amadurecer&lt;br /&gt;Eu posso, ele não vai poder me esquecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(mar/2006)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-2064156189316409235?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/2064156189316409235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=2064156189316409235&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/2064156189316409235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/2064156189316409235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2007/05/tudo-o-que-nos-cerca-depende-de-um.html' title='Física - humana, poética - Exata'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-6455731327526714363</id><published>2007-05-16T16:06:00.000-03:00</published><updated>2007-05-21T18:38:16.559-03:00</updated><title type='text'>Solicito audiência com o Senhor do Tempo</title><content type='html'>É interessante notar a infinidade de coisas que podem acontecer em um vago instante. Poucos minutos são suficientes pra mudar uma vida, uma história. Foi assim com toda a humanidade em todos os tempo, é assim conosco. O ser humano nunca mudou. Já pararam pra se perguntar por quê estavam naquele lugar, aquela hora, e aquela pessoa também estava? Ou por quê viram (ou não viram) determinada cena? É estranho e mágico o ciclo da vida, a conspiração do universo pra que encontros, desencontros, reencontros ocorram como deve ser. E, usando palavras que ouvi de alguém, no final tudo dá certo, se não deu certo é porque não teminou. Mal entendidos são explicados, nós na garganta desfeitos e assim segue o mundo, em terreno acidentado.Inesperadamente o passado, sempre presente, mostra que o futuro é a sequência clara do que fomos antes... O fato é que todos os tempos são abstratos. E se unem de modo único e maior. O que é agora, só existe pois houve antes e haverá depois. Toda nossa vida é uma rede impossível de ser desfeita. Todas as pessoas e todos os momentos que vivemos são responsáveis por nosso presente, logo são também responsáveis pelo que virá depois. Tempo... esse ser insano. Gostaria de qualquer dia sentar e ter uma conversa com este Senhor. Entender melhor como ele passa e parece que não passa, ou não passa e parece voar ( voar?). É... alguém mais complexo e inexplicável que eu, o Sr. Tempo. Por hora não quero entender, vou esperar que ele me explique. Por isso mantenho e sigo minha teoria bélico-amorosa, o único tempo que podemos controlar é o presente, que já é passado quando pensamos sobre ele. Talvez a idéia seja não pensar no agora e vivê-lo, pois pensar agora é pensar antes e desfazer o que virá depois. O futuro é belo pois é vago, imprevisível. E não adianta tentar controlá-lo, o futuro é egocêntrico. Agora, não agora, agora, ou em qualquer agora que surja repentinamente como agora, esqueça antes ou depois que o agora se encarrega deles, é só isso que temos: agora. A vida não espera, a felicidade não espera, os sonhos são concretizados sem aviso prévio, agora.... vai!!!!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(mar/2006)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-6455731327526714363?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/6455731327526714363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=6455731327526714363&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/6455731327526714363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/6455731327526714363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2007/05/solicito-audincia-com-o-senhor-do-tempo.html' title='Solicito audiência com o Senhor do Tempo'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-744138607531661969</id><published>2007-05-16T15:48:00.000-03:00</published><updated>2007-05-16T15:53:14.945-03:00</updated><title type='text'>Muito prazer, sou humana</title><content type='html'>De repente, tudo se torna inerte. Não há paixão, não há conflito, não há remorso. Não, mas não foi de repente, veio aos poucos, numa cadência discretamente triste, samba-canção, bossa-nova, ritmando meu coração e meus passos. Despertando minha face melancólica.Quis aniquilar a dor como sempre fiz, mas não achei comprimido pra dor na alma.Tentei disfarçar, esquecer, decidi seguir com um sorriso no rosto e a força que nunca tive, enquanto dentro de mim surgia um enorme vazio.Também nada se tornou, sempre foi inerte, sempre foi igual. O erro foi meu por buscar sempre a beleza.Talvez toda emoção que pensei ter havido, tenha sido só minha,.Quem sabe nada do que sonhei possa existir.Quem sou eu?Matéria e espírito, é só o que sei.Houve o tempo em que eu sabia quem era, que era forte, capaz,amada, sentia-me plena, meu amor e meu ser bastavam no universo.Hoje nada mais é claro. Penso em mim, numa imagem turva, nebulosa. Talvez não seja capaz, talvez não seja amada, ou talvez tenha entendido tudo errado, desde o começo.Da força,ainda fica um pouco,por isso tento buscar a mim em meio a apavorante multidão de sãos. Seis da manhã, será que é verdade?Ou tudo é culpa do tempo equivocado?Queria passar dias dormindo, protegida, em seus braços.Queria passar horas me vendo em seus olhos, lindos.Queria recordar quem sou, quem é, descobrir quem somos, juntos.Quero passar a vida tentando compreender seu amor.&lt;br /&gt;"As sete letras de Pralini (Spinola/Gueller) davam-lhe força.As seis letras de Ângela (Sílvia) tornavam-na anônima" C.L.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito prazer,&lt;br /&gt;Sílvia Spinola Gueller&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Esse texto foi o primeiro publicado em meu antigo blog, não sei se ainda é verdade inteiramente, também não sei se é mentira, mas creio que hoje voltei a ser forte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-744138607531661969?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/744138607531661969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=744138607531661969&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/744138607531661969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/744138607531661969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2007/05/muito-prazer-sou-humana.html' title='Muito prazer, sou humana'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-9122075442805928451</id><published>2007-05-16T15:41:00.000-03:00</published><updated>2007-05-16T15:42:20.629-03:00</updated><title type='text'>Foucault para Aquino</title><content type='html'>O homem-arquipélago segue confiante de sua importante posição no mundo. O homem-arquipélago se pensa senhor de si, é grande, forte, saudável, bem-educado, cordial, sociável. O homem-arquipélago compartilha com os outros homens-arquipélagos, iguais a ele como um reflexo num raso espelho d’água, os prazeres de sua vida tão plena que os conduzirá a uma velhice tão feliz! Serão velhinhos de rostos simpáticos e corpos ainda fortes, velhinhos bonitos, sem duras marcas do tempo e das lembranças de uma vida de conflitos com  a alma e o mundo, terão memórias doces, longas e tão felizes!&lt;br /&gt;Ao cair da noite, cada homem arquipélago fechado em sua suíte numa residência para saudáveis arquipélagos na “melhor idade”, com quadra de tênis e campo de golfe, fecham os olhos vazios e partem silenciosamente, sem afetar a ordem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-9122075442805928451?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/9122075442805928451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=9122075442805928451&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/9122075442805928451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/9122075442805928451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2007/05/foucault-para-aquino.html' title='Foucault para Aquino'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9045127784300099068.post-749996852730609411</id><published>2007-05-16T15:38:00.001-03:00</published><updated>2009-03-20T00:54:10.145-03:00</updated><title type='text'>Ode à megalópole</title><content type='html'>Véspera de feriado, final de expediente, meu marido liga transmitindo o convite de um amigo pra uma cerveja. Eu já estou em casa, lá fora o frio absurdo que quando São Paulo quer, São Paulo tem. Jabaquara... atravessar a cidade por uma cerveja... penso que posso pegar uma em minha geladeira e poupar-me do frio, do trânsito, da conta... é, a cidade nos leva a pensamentos egoístas, isolantes. Aceito o convite. Encontro meu marido e descubro que além da cerveja tem também um karaokê. Puxa... depois de ter passado a vida toda batendo o Hanon em cima de um piano, estudando solfejos, teorias, escalas dissonantes nas aulas de canto lírico, isso faz uma parte de mim ter vontade de voltar, mas por outro lado, os karaokês foram a maior forma de socialização do sonho de ser artista. Ora, eu apesar dos anos de estudo, não sou artista, e posso muito bem, como todos os outros cidadãos com mais ou menos cultura musical, pegar um microfone e virar “popstar” seguindo a letra que aparece em uma televisão. Poucos minutos, sim, mas pouco importa o tempo, importa o fato. Penso nisso e sigo adiante. Toca o telefone – celulares, maldição das últimas décadas – uma amiga, convido-a para vir conosco, mas ela está cansada. Eu estou cansada, meu marido está cansado, todos os nossos amigos estão cansados: a cidade está cansada, por isso não anda, com suas artérias entupidas por carros, ônibus, pressa e tédio, então não chegamos. Podemos ligar o rádio e cantar, mas aí a platéia é restrita e a cerveja... agora até a da minha geladeira está distante. Meu marido dirige, já embalado pela cerveja da happy hour (happy hour, mais um fruto cosmopolita; nas pequenas cidades talvez não encontremos uma happy hour, será que é porque lá todas as horas são felizes?) ele dirige e tudo o estressa, ele sempre dirige e sempre se estressa, e sabe disso. Penso em cavar uma discussão e voltar pra casa, a geladeira e a cerveja ainda estão lá, mas lembro das cervejas marcadas com velhos e novos amigos, que ficaram pra depois por algum motivo, a desculpa, minha ou deles, é sempre a vida, a falta de tempo, ou a cidade, por vezes não são desculpas, são fatos, mas nunca saberemos se são ou não verdade, então não falo nada, seguimos em frente, na verdade continuamos parados como tantos outros carros. Penso nos velhos amigos, onde será a cerveja deles hoje? Pra onde a vida os terá levado?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9045127784300099068-749996852730609411?l=poeticaemprosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/feeds/749996852730609411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9045127784300099068&amp;postID=749996852730609411&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/749996852730609411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9045127784300099068/posts/default/749996852730609411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poeticaemprosa.blogspot.com/2007/05/ode-megalpole.html' title='Ode à megalópole'/><author><name>Sílvia Spinola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10465080656531168172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_kMGUJXQGeE0/Scrpj_chteI/AAAAAAAAADY/x3oQr4qQcwQ/S220/DSCF3207.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
